sexta-feira, 2 de março de 2012

Pena de Morte - Lei do Talião

A despeito da hipocrisia contestadora das nossas autoridades políticas, militares, religiosas, judiciais etc., quando se manifestam contrários, no Brasil foi instituída a PENA DE MORTE BANDIDA. Trata-se de uma pena capital das mais estúpidas e abomináveis já concebidas pelo homem. Ela foi estabelecida pela bandidagem que age solta, se propaga geometricamente e continua impune. A eles, marginais, sem que a vítima tenha culpa, direito a defesa física ou jurídica, sem rituais, sem processos instaurados, sem julgamento prévio e apenas institivamente, ditatorialmente e sob o auspício das nossas autoridades constituídas enquanto se demonstram lenientes, omissas, relapsas, fracas, concedeu-se o poder de decidir sobre a vida de quem quer que seja e praticar esse ritual macabro sumariamente. Nesses casos não se pondera faixa etária, etnia, posses, credos, ideologias, quais atributos queiram dar aos infelizes escolhidos. Escolhe-se a vítima e ao menor sinal de reação, e maioria das vezes nem isso, executam-na sem misericórdia. Queiram ou não vivemos uma guerra sem dimensões e de uma crueldade nunca antes imaginada, pior que as guerras declaradas e que nos são apresentadas pelas TV. Matam com mais frequência, em maior número e por motivos banais. Matam a todo instante, um após outro. O bandido tem as nossas vidas nas mãos e cabe a ele, exclusivamente, decidir.

Reagir sempre foi a forma mais natural de sobrevivência do ser humano desde os tempos primordiais. Mas o que mais escutamos das autoridades incompetentes, inaptas, acovardadas é que não devemos esboçar mínimas reações ao que pagaremos com a própria vida. Deixam transparecer, cristalinamente, que as vítimas é que são os culpados e os assassinos frios, bestiais, covardes, têm razão ao assassinar impiedosamente, a qualquer tempo, as suas impotentes e desguarnecidas vítimas. Existir é a nossa culpa!

Angustia-nos saber que pagamos impostos; que há uma Constituição que promete nos assegurar entre outras garantias o sagrado direito de ir e vir livremente; que somos estimulados pelo governo a desarmar-se sob pena de detenção; que temos direito à vida, mas que nada nos assegura essa prerrogativa que hoje já é tida como uma excepcionalidade. Vivemos sobressaltados, acuados, condenados sem culpas e reclusos em nossas casas. A morte nos espreita a cada esquina, até dentro dos nossos lares e locais de trabalho. Não bastasse, há os guardiões desses bandidos que sob o falso manto de resguardar “direitos humanos” interpõem-se em defesa desses vermes que matam inescrupulosamente. Ao se julgar delinquentes cautela deve caber sim, mas há casos escabrosos, de incontestável ação dolosa, prática de assassinatos a sangue frio, sem qualquer possibilidade de reação, mesmo que em contra-ataque e ainda que se saia em fuga desesperada em resguardo da vida as vítimas são perseguidas e mortas cruelmente. Não tem escapatória! Ato imediato, por inconsequência dos nossos medíocres, complacentes e inconsequentes legisladores, os vilões estarão postos em liberdade nas ruas desimpedidos para novas práticas de delitos, talvez mais cruéis ainda, ou, se condenados, nós é que os sustentaremos de tudo, inclusive com o injustificado auxílio reclusão – um prêmio aos que delinquem; uma ofensa aos trabalhadores honestos. Ninguém cogita de assegurar o cumprimento integral de penas, de impor trabalho vigiado em prol da sociedade ao se aproveitar a mão-de-obra dos presos para construção de escolas, hospitais, estradas, creches etc. Pelo contrário. A cada dia concedem-lhes mais privilégios. Já, já serão agraciados com o “Bolsa Prisão” ou então o 13º, 14º salários a exemplo do que ocorre com alguns políticos que se locupletam com essas vantagens.

As autoridades constituídas se demonstram rendidas ao crime que assola o País e torna a vida dos brasileiros um inferno, sem perspectivas sob a falsa égide de uma fragilizada Democracia que tem mais com cara de “ditadura branca” - ainda mais fria, cruel e perniciosa que a declarada e assumida que já conhecemos.

Quantos inocentes terão que sucumbir para que acordemos e saiamos desse estado de letargia crônica e possamos fazer opção pelo cidadão de bem? Não é uma escolha difícil, impossível, é simplesmente lógica e humana! Por que nesses casos não há isonomia - lei do talião? Mobilizemo-nos e lutemos por isso ou nos entreguemos, o crime, ao que se demonstra, venceu!

José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO

Russas (CE)
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