sábado, 25 de abril de 2009

Réquien para p*simon (13/04)

Neil sem respeito Ferreira.

"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que teve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas". Frase do encenador p* simon que viajou na Internet nos últimos dias, alojando-se em centenass de milhares de caixas-postais. Parece que ele é do bem, vou desmascará-lo. Desde que traiu o povo na calada da madrugada, na votação da CPMF, não dou um tostão furado por elle.
Por que grafo p* desse jeito ? Por respeito aos leitores do DC, que não curtem certas palavras com todas as letras. Por exemplo, a peça de Sartre “La putain respeiteuse” seria grafada como foi em Paris, na época do seu lançamento, “La p* respeiteuse”, a persoangem sartreana tinha na minha opinião a mesma atividade remunerada de p* simon, perdoem-me as profissioais da profissão dita mais antiga do mundo.
“A p* respeitosa” é uma das peças mais famosas de Sartre, apresentada pela primeira vez em Paris em 1946. Lembro-me de Sartre cada vez que vejo, ouço ou lembro de p* simon. Sartre o autor, p* simon a personagem, 60 anos mais velha. Com a diferença de que a personagem de Sartre é respeitosa através dos tempos, nada sofreu com as centenas de releituras de atores, diretores, produtores.
A de p* simon, na única releitura que fez, dirigiu e interpretou, não é respeitosa em nenhuma circunstância, nem por engano, erro ou omissão. “A p* rampeira” (não a respeitosa) é o título que eu usaria, caso me metesse a arriscar nova montagem, adequada à physique du rôle de p* simon, ator que ainda tenho em ponta de estoque, com defeito, em mau estado de conservação e funcionamento, sem qualquer validade ou garantia.
Está em oferta especial, liquidação de fim de linha, digrátis, brinde das Organizações Tabajara -- não pague nenhum e leve logo dois.
Mas depois não se queixe.Um, atua à luz ensolarada das manhãs, o outro nas sombras da calada da noite. Esgoelam-se ambos em dueto para fingirem-se repeitáveis. Conseguem no máximo ser a p* que sempre foram, mas fingem que não são. Fui enganado como um trouxa, mas peguei a bruaca no pulo.
Da tribuna do encenado, seu palco, fez à perfeição dois papéis diferentes e
e conflitantes, Dr. Jeckyl e Mr. Hide.Um, no primeiro ato da tragédia, paramentado com os santos andrajos da sua franciscana ordem, sabia que eu estava atento, atuou para mim.Ofendido, bateu firme no lulla, que o teria enganado e decepcionado. Chorou com seus confessados quase 80 anos de idade e mais de 50 de experiência de p* batendo esquinas, nos distritos vermelhos da vida.
Se vivandeira de tal porte, quilometragem e calos nos cotovelos de tanto tempo de janela caiu na esparrela do lulla, imagine o retardado aqui como deveria ter sido passado fácil para trás. Não fui nem por um dia sequer.
Outro, metarmofosado ambulanto (sic), igual a você-sabe-quem (respeitem o Raulzito, please), transmudada em quenga, mulher da vida airada, maquiada, perfumada e paramentada com o exagero exigido pelo avançado horário nobre da sua mais antiga profissão do mundo, pouco mais da meia noite, agora china enfeitada, p* simon subiu ao balcão lotado de coitados patetas, insones freguêses bocejantes, eu um deles. Ao som da chimarrita, rebolou, tirou as peças uma a uma, atirou-as aos basbaques, mostrou as partes e o seu enrêdo, O strip da obstrução.
A obstrução, recurso democrático próprio da minoria para não ser engolida pela maioria, aqui é usado pela maioria para não levar coça da minoria.
Vá a gente entender eçepaíz. Desnuda, a mulher à-toa revelou a alcouceira, a tronga, a mulher da zona que nela se aconchega.
Fretada e paga, como qualquer operária da noite da Maryjane Corner, Marijuana da Esquina em tradução livre, ridículo, melodramático, patético como o personagem Hynkler, o Hitler de “O Grande Ditador”, de Chaplin, espargiu crocodilais lágrimas aos quatro ventos, na tentativa de descolar mais alguma grana para o Prinspe do Impostômetro, p* simon de dia atua de representante do povo, à noite, na calada, nos esconsos, entrega-se ao governo, pmdb que sempre foi. Não é do Bem, é do Mal.
Por que são lágrimas de crocodilo as falsas lágrimas derrubadas em defesa de causas suspeitas, não sei. Só sei que é assim que é. As lágrimas de p* simon não enganaram ninguém, nem aos que tentaram acreditar que daria para nós. Quenga, dá para quem paga, dá para o coronel. Coabita teúda e manteúda bela e formosa na cama do inimigo. Vendido(a) ou comprado(a), fatura o“michê”.
Você é você e a sua circunstância, p* simon só engana quem quer ser enganado. O ano ameaça-nos com duras lutas. Tínhamos Os Três de Esparta, Jarbas, Jefferson e Simon. Simon revelou-se apenas mais uma p*. Jefferson, galo corrido, fugiu da rinha, teve a sorte de morrer e quem morre continua ou vira santo.
Sobrou Jarbas. Qual o poder de fogo de apenas Um de Esparta ? Enorme. Enquanto p* produz uma frase e seus acólitos a distribuem, Jarbas com uma entrevista à Veja virou o país de ponta cabeça. Jarbas, nosso Único de Esparta, é mais do que todos os outros 80 somados.

RESPEITOSAMENTE, P*QiosPa !
Postar um comentário