quinta-feira, 12 de julho de 2012

A 1ª vaia a gente nunca esquece, nem a 2ª, a 3ª...
Neil eu também  vaio Ferreira

A presidenta está escutando  as  1ª, 2ª e 3ª vaias e as demais que virão,  inexoráveis. É eloquente o protesto, por enquanto só aqui e ali, que é como tudo começa.  
Ela experimenta o sabor da Vaia Medalha de Ouro, aplicada  ao seu Criador no Pan do Rio. ”Pai afasta de mim esse cálice”, suplica ela ao seu Pai na política.  “Cale-se Madrasta minha”, vaio eu com fervor. A eloquência enche de esperança a zelite  que não habita “o país dos mais de 80%” nem frequenta aplaudindo shows de música sertaneja .
Zelite, sabe-se, são todos os que não leem pela cartilha da Novilíngua,  “Nóis pesca us peixe”,  aprovada e patrocinada pelo ex- Ministro da Educação,  brimo Haddad, ungido candidato a brefeito de Sumbaulo pelo Criador da presidenta.
 As vaias são a nossa Marselhesa,  o nosso alonsanfã, le jour de gloire est arrivé;  o nosso virundum  Ipiranga as margens plácidas; nossa canção, samba-canção, samba-enredo, marcha rancho, dor de cotovelo, marchinha de carnaval, marcha da quarta-feira de cinzas, saudosa maloca, o arnesto nos convidou, que braseiro que fornalha sem um pé de plantação; consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca, está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz, serás o meu amor, serás a minha paz;  e todas as obra-primas que  ouvi  com  essezovido qui a terra á di comê.
Lembro da Nara Leão,  eterna musa, exibindo bem abaixo da minissaia,  estratégicamente modelada muito acima deles, os  “joelhos que cantam”.  Os mais jovens não sabem o que é ter Nara como musa, não sabem o que perderam,  se conformam, forçados, com musiquinha axé e musinhas danielas mercurys  e yvetes sangalos.
 Sabem, no entanto,  o que ganham escutando as vaias que um dia destes testemunharam ou delas participaram e de outras mais  que virão, a 4ª puxando interminável fila, cada uma mais estridente do que as outras,  ninguém  perde por esperar, se Deus, Jeová e Allah quiserem  (querem).
Assim falou o Zaratustra aqui; Nostradamus também serve. Não sou o Apóstolo João, mas no meu Apocalipse, traduzido “apocalipse”  para seu real significado, “revelação”;  nas minhas  Revelações , os sinais já são vistos como  “nunca antes neçepaíz”, em todos  os Territórios, Estados,  Comarcas, Municípios, Distritos, fazendas, sítios, chácaras, quintais, terrenos baldios e Distrito Federal deste patropi, abençoá  porDê e buni pornaturê  masqui belê, em feverê tem carná...
A presidenta,  ao  som das vaias presentes e futuras, vislumbra o seu Armagedon, o fim dos seus tempos, ali na virada da esquina, com a visão dos  7 Cavaleiros do Apocalipse em formação de quadrilha.
Lula,  Sarney, Maluf,  Dirceu,  Cataratas,  Genoino , Pallofi e o Leão do Imposto de Renda (este não conta porque devorou sua montaria, a Fome) e suas montarias Petismo, Petrobrás, Incompetência, Sindicalismo, Corrupção, Mensalão e Mentira; atualizados, são 7, mais apnas 4.
Embaralham-se,  trocam de caras e montarias para que nunca sejam identificados; quem ora é um, ora é outro; o outro sempre pode ser o um; cara de um focinho do outro, por secreta poção obrada pelo Advogado de Todos os Diabos, Thomaz Bastos, mais poderoso em malfeitorias do que as Três Bruxas de Macbeth, mais faminto de Poder do que Lady Macbeth;  suposto autor da “Lei do Dinheiro Não Contabilizado”, que salvou a pele do fiel escravo Delúbio, bode respiratório de todos os demais bodes mensaleiros.
Especula-se  que a cara de cansaço que a presidenta ostenta e não mais consegue disfarçar, não é  hora extra de “trabalho”, é paúra.  
A pobrezinha escutou seu Criador falar, para gáudio dos seus áulicos,  que “se ela não quiser se candidatar, volto em 14”. Os 7 cavalos relincharam de alegria, rindo como se estivessem comemorando. Estavam. Mas ela não quer largar o osso, a roê-lo acostumou-se,  digo sem prova, mas com convicção. Vai que a Criatura volte-se contra  o Criador, cumprindo a praxe da História da Humanidade.
Resta a ela encilhar nova Montaria, invisível, a 8ª, a Faxina,  a  ser  montada pela Faxineira, também invisível. Ninguém as vê, Faxina e Faxineira, inexistentes que são, tanto quanto são o marquetero petróleo do Pré- Sal e a  refinaria fantasma de Pernambuco.
Tudo indica que ela, ao se atrever a montar cairá do cavalo, empurrada, desconfio, pelo seu Criador que, à sorrelfa, patrocina algumas vaias mais que suspeitas.

Raul do PT foi pego molhando as mãos nas águas do Cataratas, não mais Cachoeira. Este é mais um parágrafo desta “Never Ending Story”. E quem caiu do cavalo foi só o Demóstenes.


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NEIL FERREIRA
POVO CONTRA A CORRUPÇÃO
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