quinta-feira, 7 de junho de 2012

A propósito de Ratinho, Ratão e Ratazanas


Neil ratoeira armada Ferreira


Quem primeiro falou desses animaizinhos de estimação não fui eu, foi um agente duplo disfarçado de marquetero, plantado pela zelite inimiga da subida da clase popular ao pudê. Essa classe popular estava (e está) de amigação com a granfinagem pátria da mais pura, da legítima, da escocêsa e com a mais rica banqueirada, nunca antes vista “neçepaíz”. Não acrescento a fina flor da corrupa nacional, tenho medo de esquecer algum exemplar e cometer uma injustiça, mas garanto que esta espécie não está em extinção, au contraire.

O falso marquetero fez duas obras-primas de contrainformação, desperdiçadas pela zelite, que pisava os astros distraída. A primeirona foi um anúncio de tv, entregando de bandeja tudo o que a cumpanherada faria se conquistasse o pudê nas eleições de 2002. A segundona , ao confessar tempos depois, ao vivo na tv, choramingando lágrimas verdes de dólares recebidos nos paraísos fiscais por serviços prestados , entre eles a autoria da maior mentira aparecida até hoje em campanhas políticas, aquela do “Fulaninho paz e amor”.

Senhores advogados de porta de jornal, data venia; não escrevi nenhum nome de pessoa física, descarto portanto ações de calúnia, injúria e difamação, e de danos morais.

O anúncio, não sei se todos lembram, era uma quadrilha de ratos saindo da toca para roer uma bandeira brasileira e arrastar trapos dela para a sua toca, fingindo que eram seus adversários que faziam isso e eles, “pela ética na política”, combateriam a praga. Ahtá.

Era o “Mein Kampf” deles; se o mundo tivesse prestado atenção no “Mein Kampf” do Adolf, teria se precavido – tudo estava lá, tim-tim por tim-tim. No anúncio dos ratos, o marquetero pago a peso de ouro acho que pelos dois lados, fez uma deduragem que entendi e acreditei em gênero, número e gráu – a rataiada, solta, iria comer tudo e destruir o país. Eu sabia quem era a rataiada, todo mundo sabia, ninguém se importou, a rataiada tomou conta, comeu e está comendo quase tudo, destruiu e está destruindo quase tudo.

A rataiada transmitiu a Peste Negra, que matou mais da metade da população da Europa, na Idade Média. Aqui a Peste é Vermelha e a situação é de matar de medo. Ou reagimos e o Brasil acaba com a rataiada ou a rataiada acaba com o Brasil; simples assim.

Não vou falar de quem você está pensando. Sei que imagina, ou torce a favor, ou torce contra, ou não liga a mínima, que se ponho no título “A propósito de Ratinho, Ratão e Ratazanas” é porque você encontrará algo sobre aquelezinho, aquelezão e aquelas zonas, especialmente aquela zona que tá fazendo beicinho agora

Mais um assunto do qual não entendo patavina , como todos os outros que nem desconfio o que sejam e vivo descomendo opinião sobre eles, principalmente futebol e política, só quem nada entende desses assuntos pode ser são-paulino e anti-lulista, como eu; zelite confesso.

“A Propósito de Ratinho, Ratão e Ratazanas” nada tem a ver com certo Cara que ostenta uns sete Doutorados Honoris Causa, mais que FHC, desconfio que concedidos por universidades reconhecidas por sua elevada reputação acadêmica, sediadas em países africanos e no Reino Unido do ABC, cujo Mister Rei ambibiona completará 60 anos de reinado.

Não vale argumentar com a premiação por coalizão, dada de mão beijada a esse Cara. A supradita cuja foi dada pela coalizão du gauche, o jornal ex-querdista Le Monde; droite, Sarkozy e a divina Carla; et Sorbonne, du centre.

Esta societas sceleris mancomunou-se para incensar certo ego pantagruélico, na tentativa de empurrar-lhe não se sabe se isentos de propinoduto, os caças Rafale, inúteis, obsoletos e caríssimos, para salvar a crise bleu blanc rouge, alonsanfã.

Sarkozy, du droite, do alto da sua dívida (ou debaixo dela), acenou-lhe com a Secraria Geral da ONU; L e Monde, (ex) du gauche, apresentou-o como o “Homem Mais Importante da Política Mundial”, naquele momento; a Sorbonne, du centre, tansformou-o em Doutor Honoris Causa da noite para a noite, sem esquentar sequer um banco escolar, o que muito o orgulha

Aqui, a la bas, se diria que essa societas sceleris seria apenas “formação de quadrilha”, tão inocente que no julgamento do mensalão, no STF, está à beira do precípicio da prescrição e se nele cair, arrastará a porção ainda restante da vergonha nacional.

Vergonha ? Não existe pecado abaixo do Equador nem debaixo dos edredons do BBB 13 (ou 12, nada sei de sacanagens explícitas na tv ou praticadas nos esconsos).

O motivo de tais honrarias internacionais foi, para nosso orgulho e glória, a tese na qual tal Cara gastou uma vida inteira pesquisando, criando, redigindo, jura que não teve ghost writer, e defendendo, sobre Literatura Comparada – comparou livro com esteira de academia de ginástica (sabe das coisas de academia, acadêmico é, e de longa data).

A tese: “Andar na esteira é tão chato quanto ler um livro”. Falou e disse.

Aqui, nada é o que parece, e o que não parece, é. Esta é uma obra de realidade, qualquer semelhante com ficção é pura coincidência. ( A coincidência é uma aberração científica. Coincidências não existem, se existirem não gosto delas).

O Rei Juan Carlos veio, viu e caçou uma elefanta (“por que não te calas, Neil Ferreira”. Com esta frase economizei dezenas de e-mails dos meus desafetos).


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NEIL FERREIRA
POVO CONTRA A CORRUPÇÃO
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