sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dilma: a menininha com QI de sempre viva. Por Marli Gonçalves

Florzinha, completamente imbecil e sem graça, com requintes de bobeira de personalidade. Agora apareceu a verdadeira face do personagem Dilma: a menininha com Q.I de sempre viva, que rasga dinheiro, troca letra e não sabe onde está parada.


Eu e meu irmão há anos inventamos um personagem que fez muito sucesso entre nossos amigos: era a menininha com QI de sempre viva. Ainda era a dita e a dura passando e a gente a imitava cada vez que precisávamos ser especialmente tapados para aceitar o que acontecia neste país. Igual que nem estamos agora. Ela, a menininha, criou vida na época das secretárias-eletr�?nicas, hoje não tão importantes como já foram. A minha era um trambolho, chamada de "recadeira" e, na gravação, às vezes, a menininha com Q.I de sempre viva era quem atendia, com uma voz forçadamente esganiçada.

- "Al�?, aqui é a recadeira. Eu sou a menininha com QI de sempre viva. Bato minhas mãozinhas como batatinhas fritas quando você liga. Batatinhas, batatinhas, bonitinhas! Deixe seu recado após o bip-bip. Se eu conseguir entender minha letra, entrego. Batatinhas, batatinhas".

Assim por diante, a menininha participou de várias aventuras e tinha gente que ligava lá em casa só para ouvi-la. Qual seria a sua bobagem da semana, a sacanagem implícita na sua conversa infantil, contra o que protestava. Nós mesmos a "víamos", e se fossemos descrevê-la, a menininha era uma idiotinha total, meio otária, meio esperta, com marias-chiquinhas e vestidinho rodado que se fazia de boba para viver e que nada via do que ocorria mesmo, na real. Para ela, o mundo era sempre uma coisinha fofa, gordinha, e os mandantes tipo Figueiredo e Geisel uns velhinhos superlegais.

Qual minha surpresa agora ao ver que a menininha com QI de sempre viva existia e agora quer ser a presidenta, com dente e tudo, carne e osso, do país! Essa semana, ao ler a biografia oficial da pessoa, escrita com caneta de açúcar cristal, tivemos a revelação, entre outras, que, em Minas, "Certo dia, bateu à porta um menino tão magro e de olhos tão tristes que ela rasgou ao meio a única nota que tinha. Ficou com metade da cédula e deu a outra metade ao menino. Dilma não sabia que meio dinheiro não valia nada. Mas já sabia dividir".

(Pausa para os comerciais. Remédios bons contra enjoo são Plasil e Dramin. Tome, se quiser continuar, porque a biografia da menininha tem mais detalhes de morrer. De tédio. Ou enjoo.)

Vai, me diz se não é lacrimejante essa imagem da menininha, que continua com o QI de sempre viva, rasgando o dinheirinho, uai, sem saber se queria ser bailarina, bombeira ou trapezista. Juro, gente, essa é a biografia dela que está no site oficial. Contam que ela subia em árvores, gostava de andar de bicicleta e ler as reinações de Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconde de Sabugosa, do "Sítio do Picapau Amarelo", de Monteiro Lobato. Seria ela a Cuca?

Eles temperam a saga contando que a menininha gostava ao mesmo tempo de óperas, a que assistia na companhia do pai, e do seriado do Flash Gordon. Se ela assistia ao Vigilante Rodoviário ninguém falou. Dilma tinha apenas 14 anos quando o pai morreu.

-"Já havia lido Germinal, romance de Emile Zola sobre as subumanas condições de vida dos trabalhadores das minas de carvão francesas. Lera também Humilhados e Ofendidos, de Dostoiévski, entre os muitos clássicos humanistas que Pedro Rousseff lhe apresentara. O pai ensinara a filha a amar os livros e as pessoas".

Está lá, repito, juro, na biografia oficial dela.

Sobre a militância política que deveria orgulhá-la, mas que agora quer nos fazer crer em anjos, foi só uma "coincidência". Estava passando por ali, sabe como é? A partir dos 16 anos integrou as mais violentas organizações, que propunham e praticavam a luta armada. Mas a santa menininha de QI de sempre viva nunca pegou em armas, nunca fez nada de errado. Como tantos jovens - descreve a absurda biografia - só comia "farinha com molho inglês a palito" .

Por favor, quando alguém entender que raio é isso, me explica?!? Molhava e comia o pauzinho?

Contam, os sinceros, que ela ficou presa, o que certamente deve ter sido horrível. Mas a partir daí, da cadeia de onde saiu para passar uma temporada em Minas, junto da família, "curando as dores do corpo e do espírito", será melhor mandarmos canonizá-la. Já no Rio Grande do Sul, tché, separa-se do marido, se junta com outro, faz a filha que agora lhe dará um neto. Vovó com QI de sempre viva. E o mundo lhe sorri.

Segundo eles, Lula a viu e se encantou. Pela descrição oficial, Dilma parecia, portanto, a pessoa certa. Mas quem era, de fato, aquela mulher? O que ela pensava? O que ela sentia? Quais os seus sonhos? Lula fazia essas perguntas a si mesmo, quando Dilma entrou na sala de reuniões, com um laptop debaixo do braço. (Ainda bem que não era equilibrado na cabeça) "Pois bastou uma única conversa para eu ver que, além de enorme competência técnica, Dilma tinha também uma extraordinária sensibilidade social", lembra Lula.

Foi assim que a menininha subiu na vida e, de durona gaúcha, chegou onde está. O problema é que até hoje e a essa altura nós, aqui fora, não sabemos quem de fato é essa mulher, o que pensa, se pensa, o que sente. Ela virou um molde. Vem falar de questões femininas, mas a própria biografia a mostra a vida inteira longe quil�?metros da luta real da mulher. Está totalmente dependente de amarras, pessoas e partidos retrógrados. Falta botar uma barba. No rosto. Está deslumbrada, cheia de dinheiro para gastar numa campanha milionária e completamente acima da lei. Está balançando seus bracinhos para qualquer um, ávida de poder. Mente mais do que o boneco de pau, e seu nariz encosta no vídeo, onde aparece de vermelhinho, ao lado do Gepetão que a criou.

Para combatê-la, só nos resta usar outro personagem que criei e que me acompanha. O Bizancinho. Um pequeno ser que fica ali sentado, sempre por perto, balançando os pés, atento, anotando tudo, vendo tudo.

Bizancinho, a nossa voz da consciência.

São Paulo, terra que pode nos salvar, 2010


Marli Gonçalves é jornalista. Na oposição desde que se entende por gente, também leu Monteiro Lobato. Leu outras muitas coisas, viu e vê muitos meninos pobres de olhos fundos. Mas acha que a gente não pode rasgar o voto para a menininha. Ela não tem firmeza nas perninhas, nem na cabeça.

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