terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CHUPIM VIRA BOSTA



Apesar das notas baixas escolares em zoologia aérea, sempre tive atração e curiosidade por pássaros.
Creio que cultivada pelo fato de na infância ver pessoas colecionarem pássaros aprisionados.
Com meu amplo desconhecimento ecológico, achava bonitos os canários da terra e belgas, cardeais, periquitos, tuins presos que coloriam o viveiro de um vizinho...
Mea culpa, mea culpa, mea culpa...
Felizmente, hoje tenho outros conceitos sobre pássaros.
Tomei consciência sobre os maus tratos e os riscos de extinção de muitas aves e agora só tento manter aprisionadas em meu bolso algumas araras, que, apesar de meus esforços, insistem em escapar...
Logo, logo também devem entrar em processo de extinção á semelhança dos beija-flores, substituídos pelas moedas por determinação do Banco Central...
Virarão peças de colecionador.
Infelizmente, uma espécie, que deveria se extinta ou viver presa, aumenta velozmente sua população em “terras brazilis”.
O chupim.
Detestam ser chamados assim.
Se chamar pelo outro nome, vira bosta...
Calma!
Vira bosta é um dos nomes pelo qual é conhecido popularmente o popular “Molothrus bonariensis”.
É meio confuso, mas tem lógica.
Onde o chupim se enfia vira bosta...
Olhe ao seu redor!
Pode procurar que tem um chupim perto de você.
Procura que tem.
Se não encontrar, sintonize a televisão.
Alguma emissora vai noticiar sobre algum chupim.
Preste atenção que às vezes usam outros nomes, dependendo do local do país.
Nem chocar seus ovos os danados fazem.
Aplicam, entre outros, o “conto do ovo”. Põem seus ovos nos ninhos dos Zonotrichia Capensis, o Tico-tico, mesmo que seja no quintal da Igreja, deixando o vigario que nem te conto...
Deixam os ovos para os outros pássaros chocarem, enquanto ficam “saracoticoticoando” de um lado para outro virando bosta...
Chupinzinho não é mamífero, mas, por analogia, pode-se dizer que desde o nascimento mama em tetas alheias.
Os chupins maiores, considerados uma praga agrícola, invadem propriedades rurais para comer arroz que outros plantaram ou buscar comida nas fezes de outros animais.
Na zona urbana catam migalhas em diversos locais públicos.
Geneticamente é preto-azulado, mas muda de cor. No braziu, hoje em dia, tem crescido a quantidade de pássaros de cores vermelhas.
Por mais enxotado seja, sempre tenta dar um jeitinho de voltar...
Faz carinha de piedade e canta baixinho e tenta seduzir a fêmea, via de regra.
Promete que ficará quietinho, mas rapidamente recomeça a comer pelas beiradas e se torna novamente uma praga difícil de se livrar.
Como a cadeia ecológica não tem predador natural para esse improdutivo ser, para que o crescimento da espécie não gere um desequilíbrio ecológico irreversível a solução encontrada por produtores rurais são as armadilhas e o veneno.
Um alerta!
Não se deve confundir o chupim com o falcatrua, outra ave existente em profusão pelo braziu afora e que até pouco tempo era considerada ave símbolo do país.
O chupim jamais será ave símbolo.
Ao menos declaradamente, pois vivem na moita.
Encontrou algum agora, não é mesmo.
Fique de olho que ele vai tentar se aproveitar de você.
Depois não diga que não avisei.
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