sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sôbre a MP 458

05/06/2009

Não faço a defesa da MP 458 que passa a regulamentar a situação fundiária na Amazônia e que já está sendo chamada pelos governistas de MP da grilagem, mas fico tentando ver coerência nas ferozes críticas que os governistas e/ou ambientalistas lhe fazem. Segundo Marina Silva "a forma de ocupação e exploração beneficiadas com a aprovação desta MP não consideram os critérios de relevante interesse público e da função social da terra".

Será que os ruralistas, através de seu trabalho , ao possibilitarem milhares de empregos na região de suas propriedades e alimento para todo o país estão descumprindo estes critérios?

Gostaria de ver levantada a voz de Marina Silva quando de invasões seguidas de depredações de fazendas altamente produtivas levadas à cabo pelo MST, cujos donos são ruralistas que na maioria das vezes vivem com suas contas no vermelho porque não recebem financiamento suficiente de instituições do governo e muito menos contam com benesses de dinheiro público atraves de ONGs. Quando e se os invasores resolvem sair da terra invadida, ninguem ressarce os prejuízos que os do MST deixam para traz. No que tais ações são de relevante interesse público e/ou cumprem a função social da terra?

O papel do agronegócio na economia deste país vem sendo propositadamente minimizado...mas agora os ruralistas estão sendo demonizados , tachados por uns e outros de trambiqueiros e vigaristas...e isso é um insulto muito grave. Nivelam todos da classe ruralista por baixo talvez por causa de alguns? Não deveriamos então adotar a mesma tática de nivelamento moral e passar a julgar todos os petistas pela demonstração ética de mensaleiros, cuequeiros e fabricantes de dossiês?

Fiquem de olho: o ataque rasteiro do governo aos ruralistas pode significar algo muito mais sério, sendo só uma ante-sala da campanha eleitoral. Dá para imaginar o depois?
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