quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Conjunção de Jung

Neil que las hay las hay Ferreira.
Se o Jung negar que essa conjunção é dele, fica sendo a Conjunção de Neil, conjunção significando sincronia de acontecimentos sem nenhuma sincronia.
O Cara e o Ronaldo Fofão, dois craques, fizeram linha de passe de cabeça no escritório da presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista, para invasão imediata da Internet, deleite da mídia inteira e produção de matéria de “interesse humano” (tipo “oh como o presiMente é gente, entende ?”) para os jornais de tevê da noite e primeiras páginas dos jornais impressos do dia seguinte.
“Ah, se o Dunga visse nóis”, filosofou o Cara para o Fofão. (Não viu, fez a convocação e não chamou nenhum dos dois). Morreu aí, certo ? Errado. Nada delles morre simples assim. Nunca antes nesse país o lullismo deu ponto sem nó, era jogada em andamento. Contra o Serra.
Vem comigo e entenda. No dia seguinte, Fofão “submete-se” a uma sabatina na Falha de São Paulo, que rendeu um monte de texto em letra pequena. Leu quem quis, eu li porque sou o maior paranóico da paróquia. Falei para mim mesmo “tanta vela para esse defunto, tanto espaço para um boleiro, aí tem”. Tinha. Não descobri o que, mas tinha.
Nada impede a um paranóico de ser verdadeiramente perseguido. Sou paranóico e sou perseguido.
No outro dia, Clovis Rossi, um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, com 50 anos de estrada nos quais viu, reportou e comentou tudo que teve importância na sua geração, escreveu na sua prestigiada coluna da Falha, página A2, 16/5, o artigo “Brasileiro desiste, sim”.
Ressucitou ninguém menos do que o gushiken, o Monge das Trevas, tão perigoso quanto dirceu, ou mais, porque nos esconsos subterrâneos da vida que leva, ainda es el dueño del oro dos fundos de pensões das estatais, autor do mote “Brasileiro não desiste nunca”, práticamente enfiado goela abaixo dos grandes anunciantes, docemente obrigados a colocar tal penduricalho nas suas campanhas.
Nem assim “pegou”, por ser falso. Propaganda “pega” quando tem um pézinho na realidade, ainda que um pé minúsculo, de gueixa.
Rossi relembra-o quando interessa ao texto. Não o esqueço, extinto dinossauro publicitário que sou, arquivo vivo destes nossos tempos de Mentirobrás. Rossi comenta a declaração do Fofão que “desistiu” e prefere educar seu filho na Europa e deu como uma das razões a quantidade dos palavrões que o filho escuta, quando aqui vem em férias. Doce, o menino estranha.
Em 19/5, completando a linha de passe, o chute ao gol. Serra é acusado de distribuir “livros didáticos” Ph.Ds em palavrões, que “instruem” crianças de 9 anos da escola fundamental. Mesma idade do Júnior do Fofão.
Numa reportagem de capa do “Cotidiano”, a Falha denuncia Serra quase pessoalmente de distribuir para crianças um livro-cartoon sobre futebol, recheado de desenhos absurdamente ruins (na minha opinião) e textos tão grosseiros quanto indescritíveis, mesmo se atribuidos aos Gaviões da Fiel, Mancha Verde ou Independente.
Quem o editou informa que “é destinada a adultos, não a crianças”. É tão imbecil que dificilmente algum adulto alfabetizado o compraria.
O autor, um desconhecido quadrinista da mesma Falha (que coincidência, hem, letal) disse que “quem comprou, não leu” e isso é mais que certo. Duas pessoas leram com certeza essa obra didática, o autor, orgulhoso lambedor da cria, e o coitado do revisor, que não tinha jeito de escapar.
Do lado do serrismo, é certo que alguém autorizou a compra e o secretário é Paulo Renato, respeitabilíssimo, que tem que ser responsabilizado com desonra, ele e sua cadeia de comandados, porque aí tem Quinta Coluna.
Quem escolhe, aprova, compra, paga e vaza a existência de semelhante “livro”, joga no time dos bandidos. Quem aceita o infiltrado no seu time, por mocinho que seja, também bandido é. Quero ver cabeças rolando.
Ninguém me tira da cabeça que esse gol contra o Serra nasceu lá atrás na linha de passe, entre o Cara e o Fofão. Ponto para o sequestrador “nosso” franklin. Rememorando, resumindo, juntando os pontos, pingando os “is”: linha de passe entre o Cara e o Fofão >> Sabatina do Fofão na Falha de S.Paulo >> Artigo do Clovis Rossi, na Falha, A2, 16/5, dizendo que “Brasileiro desiste, sim”, referindo-se ao Fofão, que prefere educar os filhos na Europa porque os meninos brasileiros falam muito palavrões >> Denúncia da Falha ao Serra no caderno “Cotidiano”, 19/5, por distribuir um livro para ensinar palavrões às crianças com os mesmos 9 anos do filho do Fofão.
A Falha é boca de aluguel do “nosso” franklin e Fofão juntou-se à turma, agora é cumpanhero. Como queria demonstrar, CQD.
Se me for negada autoridade para citar Jung, por não ser suficiente literati para isso, confesso-me gliterati, zelite metido a besta.
Analise comigo a sincronia da galera do Fofão. É brahmeiro, boy do Silvio Santos e bate bola com o Cara. Como afirma a vox populi vox Dei “Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.
Dir-me-ão “escrevendo dir-te-ei, você só pode ser o Jânio”. Sôu-lo porque quí-lo. Mas quem não é ?
SERRA NELLES, OU NÓIS NUSFU.
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