quinta-feira, 14 de maio de 2009

Filtro de entrada

Roberto Freire do PPS acha a rejeição ao sistema de lista fechada de um conservadorismo rançoso. Alega ele que a filtragem para a escolha dos melhores candidatos a comporem a lista seria feita pelo próprio partido, o que bastaria para impedir que delúvios mensaleiros e pajens lixados-defensores de castelões chegassem a ocupar cargos politicos.

Pois eu vejo diferente: o filtro dos partidos não tem que estar na boca da urna , mas na porta de entrada dos próprios partidos. Se algumas condições precípuas fossem exigidas de um cidadão para que ele pudesse se filiar a partidos, tais como: atestados de bom antecedentes e conduta, nível de escolaridade compatível com o bom exercício do cargo - ou seja, nada que já não seja exigido de um candidato num concurso público - e acrescentando-se a isso, uma relação dos bens daquele que pleiteia a filiação ...acredito que aí sim teriamos uma chance de depurar o ambiente politico e o nível dos candidatos que participam de uma eleição.

Detalhe: aumentaria muito a responsabilidade do Partido em relação às ilicitudes cometidas pelos politicos indicados, pois demonstraria que o exame de seleção foi falho.
Dependendo da gravidade do caso, o Partido poderia ser punido até com a perda da legenda...Não seria prá lá de bom?
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