sábado, 28 de fevereiro de 2009

O CARNAVAL DO LULLA A GENTE SÓ CONHECE NOS DIAS SEGUINTES


Neil eu já sabia Ferreira.

Ninguém viu lulla na Sapucaí na noite do domingo de carnaval, só nos dias seguintes nos jornais e nas tevês. O governador do Rio, sérgio malandro, pmdb, é “dono” do ponto convidante e autocandidato a vice na chapa da “não”- candidata, assaltante recauchutada dirma, mãe do PAC (Plano de Antecipação da Campanha), desfilando naquele momento sua nova “beleza” (que modestamente classifica de “sucesso de público e de crítica”, sic) no Galo da Madrugada, no Recife. Portadora da herança maldita do pé frio do painho e já sintomática, dirma teve a presença confirmada por temporais, inundações, mortes, o caos.
Na possibilidade da aparição na Sapucaí do mestre-sala barrigudinho como o Rei Momo e perninhas curtinhas como a vox populi vox Dei afirma que a mentira tem, acompanhado pela porta-bandeira nunca antes vista dançando, cantando e nem mesmo falando, teme-se que seja mudinha de nascença, mas que já desfilou em todos os palanques do norte ao nordeste e do nordeste ao norte “desse país”, apostei todas minhas fichas: “No pasarán...” Perdi, passaram sem terem passado.
Explico, lulla tem pavor de aglomerações que não sejam de bolsistas-esmoleres engrossadas por bolsistas-lancheiros, sob o chicote cumpanhero dos “agitadores das massas “.
Na sua única experiência de encarar multidão não subornada, levou a vaia apoteótica do Maracanã na abertura do Pan, que soou como a Marselhêsa, “allons enfants de la patrie / le jour de gloire est arrivé !”
Na desconfiança de que lulla apareceria ao vivo para ver sua escola preferida, a Beija-Flor (do bicheiro Aniz Abrão), brotou na Internet o movimento “Vamos vaiar lulla na Sapucaí”, que ganhou adesões aos milhares, como o movimento do “Não”no referendo das armas, uma acachapante derrota mensaleira e a brava luta que derrubou a CPMF.
O botão de pânico dos áulicos e acólitos ligou no tranco. De um lado organizavam um mega esquema de segurança, como se houvesse segurança possivel contra vaias. De outro, apavorados, faziam pajelança para que o mestre-sala esse e a porta-bandeira aquela assistissem a festa pela tevê, na segurança e modéstia da mansão, lanchas e jet-skis de Angra, emprestados desinteressadamente, pura generosidade , pelo sérgio malandro, com o Johnnie Walker Black de lei, 12 anos, ali à mão.
O sérgio malandro mais que depressa soltou que contratara uma enorme claque antivaia, para contrapor-se à “claque da vaia”, esta com existência real apenas na realidade virtual da Internet. Entendeu ? Uma claque real alimentada pela paúra da vaia virtual. Que medo elles têm de nós. Ao perceber a armadilha em que se enrolou, sérgio malandro desmentiu a claque antivaia, o desmentido provando sua existência real.
O homem dos 84% borrou-se de medo dos 16%, amarelou e foi à Sapucaí sem nunca ter ido, chegou escondido em segredo de cartão corporativo, o locutor oficial não anunciou a presença da sua augusta barriguinha, a Globo não deu e se a Globo não deu, não aconteceu.
Mas arrá ! Nos dias seguintes... Jornais e tevês mostraram as firulas, o ato encenado para filmar, lulla no camarote imperial jogando camisinhas para a Sapucaí que, vazia, não apareceu nas imagens. Armação da pura, sem gelo, limão e açúcar. Sexo, mentiras e samba enredo.
Artista do marketing, guardou umas camisinhas no bolso para que, amansada, a mídia chapa-branca percebesse e “vazasse” mais essa macheza do garanhão de Garanhuns.
“Semper paratus”.
É delle por justiça uma estatueta do “Oscar”, que corria na paralela.
Seria um êxtase se vaia houvesse, não houve. Mas é igualmente delicioso ver o galo corrido fugir da rinha, fugir da raia, fugir do pau.
Neguinho da Beija-Flor, histórico puxador da escola, quase tão amado quanto Jamelão, um pé na cova por conta de grave doença, corajoso desafiou os fados e entrou na avenida chamando pelo nome do coisa-ruim dono dos pés frios:
Olha o presidente lulla aí, gente... !”
Não boto nenhuma ficha no tempo que lhe resta de vida.
A Beija-Flor, bicampeã, amargou um vice que no Brasil não vale nada, como bem demonstra o vice Alencar “Coteminas”
LULLA AMARELOU E ESCONDEU-SE DOS 16% NA SAPUCAÍ.

NEIL FERREIRA
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