quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

COTAS RACIAIS

(No Estadão on-line, quinta-feira, 1/01/2009)
Quero cumprimentar a professora Sandra Cavalcanti pelo excelente artigo Pobres alunos, brancos e pobres... (A2, 29/12) e os leitores srs. Victor José Faccioni, Jeferson Moreira de Carvalho, Carlos Montagnoli e Wilson Scarpelli pelos seus comentários elogiando o mesmo (A3, 30/12). Aproveito aqui para lembrar que os EUA (onde vivi e estudei 10 dos meus 70 anos), sem cotas raciais mas com uma escola pública de boa qualidade, formaram pessoas afrodescendentes de grande destaque como Martin Luther King, Clarence Thomas (juiz da Suprema Corte), Colin Powell, Condoleezza Rice e, agora, o presidente-eleito Barack Hussein Obama. O que vale realmente é um bom ensino, não um racismo disfarçado (para encobrir um populismo demagógico) cujo intuito é mais para ganhar votos do que para elevar a qualidade de nossos formandos. O argumento de muitos defensores das "cotas" é que há um grande desnível de oportunidade educacional a ser superado. Concordo. Mas por que não oferecer a todos os mais pobres bolsas de estudos ou cursinhos subsidiados para superarem esse desnível? Não seria mais lógico? Ao mesmo tempo, como fizeram o Japão, Coréia e muitos outros países, seria importante dar prioridade máxima e verbas correspondentes para o ensino básico público. Outra ideia seria valorizar a profissão de educador, dando a todos vantagens (fringe benefits) como têm, por exemplo, os funcionários do Banco do Brasil. Só assim, valorizando a educação e premiando o mérito para todos, é que o Brasil pode começar a sonhar de competir com o Primeiro Mundo nas próximas gerações. Por enquanto, ficamos só na discussão e na demagogia burra.
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