UM EXEMPLO DE LUTA E SOLIDARIEDADE
Esse texto foi escrito em 2006, ano no qual conheci a protagonista do mesmo.
Através dela, desejo homenagear todos os lutadores do grupo Por Um Brasil Melhor, pois sem ela, jamais os teria conhecido! Obrigada!
Apreciem!
Lígia Bittencourt
Acredito que todos reconheçam o poder da Internet nos dias de hoje. Esta fantástica ferramenta faz com que tenhamos acesso ao “mundo” em apenas alguns minutos. Nesse “mundo”, não faltam pessoas, de várias ideologias, classes e raças, que em um piscar de olhos, começam a fazer parte de nossas vidas, de tal forma, que quando não temos notícias, ou algo nos impede de nos comunicar, sentimos falta. Gente boa, gente lutadora, gente trabalhadora, gente que quer um país melhor, sem deixar de citar que vez ou outra nos deparamos com gente que só quer anarquizar, mas que devem ser respeitadas, afinal, a liberdade de expressão é garantida pela Constituição (pelo menos, até gora!).
O caso de minha amiga Isabel Avallone é singular. Amiga ainda virtual, pois pretendo conhecê-la em breve para poder parabenizá-la pessoalmente pelos seus esforços e sua luta por um País melhor, é um exemplo a ser seguido (hoje, já a conheço, o que é uma honra!)
Isabel cruzou meu caminho em resposta a um de meus vários e-mails, em minha luta contra os desmandos desse governo, a carga tributária, aprovação da CPMF, e muitas outras. Como nada acontece por acaso, acredito que teríamos de nos encontrar, de qualquer forma.
Após muitas conversas e apoios, não só entre nós, mas com um grupo de pessoas que estão em busca de caminhos e soluções para vários problemas, como jornalista, resolvi colocar em aberto, minhas preocupações quanto à divulgação de informações importantes e que nem sempre atingem uma grande camada da população, eleitores, que decidem, mas desconhecem fatos e ações importantes, os quais não têm acesso a jornais, revistas, livros, e quando assistem a TV, procuram novelas, programas sensacionalistas e futebol. Podem até assistir algum jornal televisivo, mas que se deparam com uma linguagem “técnica” demais, ou onde jornalistas esbarram em suas linhas editorias que impedem a revelação de vários fatos importantes.
Pois bem. De uma hora para outra, comecei a observar a presença de Izabel, ao menos uma vez por semana, em grandes veículos de comunicação impressos: O Estado de São Paulo; Folha de São Paulo; Revista Veja, e outros. Sempre com suas opiniões precisas e de fácil entendimento, Izabel chega aos leitores. Achei esse fato o máximo, mas não era só isso!
Eis que me surpreendo, ainda mais, ao receber um e-mail de Izabel, contando-me o que faz para ajudar a minimizar o problema de informação que tanto me angustia:
“Sempre que viajo de metrô levo o primeiro caderno do "Estadão" para lê-lo durante o percurso. Percebi que as pessoas ao meu lado e em frente compartilham da leitura comigo lendo pelo menos as manchetes. Assim, resolvi partilhar com eles o agradável hábito de ler. Quando desço, deixo de propósito o jornal no banco e, já do lado de fora, observo as pessoas pegando-o para ler”.
Além de deixar os jornais nos bancos do metrô, quando se locomove de ônibus, leva revistas e as distribui entre os passageiros, que a recebem, agradecidos. Para ela, ainda é muito pouco: “Ao mesmo tempo em que tenho orgulho ao vê-las lendo”, observa Izabel, “sinto tristeza por muitas não terem acesso à leitura. Nessa hora vejo o quanto estamos atrasados em educação. Nossos governos não estão nem um pouco interessados na formação cultural da nossa sociedade, pois quanto mais ignorante um povo, mais fácil será enganá-lo”.
Senti-me orgulhosa dessa guerreira solitária, Brasileira (com B Maiúsculo) que mesmo achando pouco, não esmorece, e vai a luta, abrindo portas para que muitos tenham, pelo menos, o mínimo de acesso às informações.
Izabel finaliza seu e-mail, com uma lição admirável a todos nós: “Essa atitude (de deixar jornais nos bancos e distribuir revistas em ônibus) me fez lembrar a história do beija-flor. Certo dia a floresta estava pegando fogo e o beija-flor levava água em seu bico e jogava sobre a fogueira. Então, um dos animais perguntou: beija-flor, o que você está fazendo? Ele respondeu, estou apagando o incêndio, ao que o animal disse, mas você acha que vai conseguir apagar um fogo desse tamanho com tão pouca água? E o beija-flor respondeu, posso não acabar com o incêndio, mas estou fazendo a minha parte. Nesta vida devemos ser beija-flores, pois como diz o ditado: um povo unido jamais será vencido”.
Se todos nós fizermos as nossas partes, cada um a sua maneira, seremos beija-flores, assim como Izabel já o é!
Izabel Avallone, sinônimo de luta e solidariedade!
Lígia Bittencourt - Jornalista
Um comentário:
Essa é a nossa Liginha de sempre! Idealista, não desiste nunca e nós todos juntos com ela.
Não podemos deixar de nos indignarmos com essas quadrilhas que tomaram o Brasil de assalto e vão ficar por aí muito tempo! Só não concordo com essa do "povo unido...". O povinho é sem vergonha, gente, do contrário não seria "convencido" com esmolas desavergonhadas que destroem a vergonha do ser humano...
Vc merece muito respeito querida amiga!
Mozart Guariglia de Oliveira Teresópolis RJ
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