domingo, 11 de dezembro de 2011

A semana d'opegapulhas

1- O povo não é bêsta
Os paraenses deram uma brilhante demonstração de bom senso ao rejeitar a divisão do Pará, que apenas multiplicaria organogramas podres de administração pública, sorvendo mais tributos para deixar
as gangues políticas bem contentinhas. Logo estarão propondo dividir o Maranhão em dois - Sarneyjós e Sarneyjás-
para que melhor se distribua a pobreza pelo local e, como o povo não é abestado, começa a abrir os olhos para tanta sem vergonhice. Parabéns, Pará! Só R$19 milhões de prejuizo.......

Flavio Marcus Juliano

2-Fenda-se!
FHC disse que êle e Lula foram os dois presidentes que ficaram mais tempo à frente do governo - como se tempo de permanência e qualidade de governo fossem condições obrigatòriamente coexistentes. Declarou também que Lula é um dos marcos da história do Brasil, decisivo ao dissipar o mensalão e que "derrubar do poder um líder sindical e popular, ainda que legalmente tenha todos os argumentos, acabaria criando uma fenda no País que poderia durar anos". Se a dita oposição assim se expressa, ainda que legalmente se tenha todos os argumentos, "fenda-se" a lei!

Flavio Marcus Juliano

3-Assunto escamoso
Com o imenso litoral que temos, com a enorme quantidade de rios e reservatórios de água doce, com o empreendedorismo e criatividade do brasileiro, o que espera o Ministério da Pesca para fomentar e incentivar a criação e a pesca das ricas espécies de peixes do Brasil? Panga do Vietnã, merluza do Alaska, tilápia da Mesopotamia, kanikama e linguado da China. A quem interessa essa importação, sabe-se lá com que níveis de higiene, níveis de contaminação, níveis de conservação? Será que o custo baixo será baixo mesmo ou até nossos pescadores e criadores serão uma raça em extinção?

Flavio Marcus Juliano

4-Cruel! (editado no Estadão.com em 10/12/2011)
Pimentel nos olhos dos outros, arde! Causa espécie a atividade de consultor de vários políticos, especialidade exercida sempre nos "intermezzos" entre um cargo importante e outro, ocasião em que informações privilegiadas
sempre podem ser vendidas, a bom preço, a empresas interesseiras. Parece que a atividade de faxineira necessitará de uma equipe de formiguinhas, pois o Guinness logo publicará o recorde brasileiro absoluto de ascensão e queda de ministros na história da política mundial. O condenável plano de expansão do patrimonialismo, permitido pelo ex-presidente aos limites extremos,para "satisfazer" as forças de coalizão, certamente abrirá os olhos, sem pimenta mas com ardor, dos 80% que em teoria aprovam este medíocre governo.

Flavio Marcus Juliano

5-A produção entravada (publicado no Estadão em 08/12/2011)
Em discurso passado, disse a presidente : "Meu governo não irá permitir ataques às nossas indústrias e empregos, não vai permitir jamais que artigos estrangeiros venham concorrer de forma desleal com os nossos produtos". Mais uma grande mentira. Ou o setor de cama-mesa-banho-tapetes, inundado com produtos chineses, a preços aviltados, é um daqueles que o governo brasileiro, profundamente, desconhece? Os supermercados logo estarão vendendo arroz e feijão a tecelões e costureiras chineses, pois os nossos só poderão olhar as vitrines.

Flavio Marcus Juliano

6-Bananosa (publicado no Diario de São Paulo em 06/12/2011)
Acompanhando os onze meses do exemplar ministério constituido pela Presidência, lembrei-me de um ditado mineiro que diz: " Quando uma banana apodrece, vai o cacho inteiro". Quem não compreende uma folha para decidir, tampouco compreenderá uma longa explicação.

Flavio Marcus Juliano

7-A mortadela comendo a máquina (editado no Estadão.com em 02/12/2011)
ONG significa um grupo social organizado, sem fins lucrativos, constituido formal e autonomamente, caracterizado por ações de solidariedade no campo das politicas públicas e pelo legítimo exercício de pressões políticas em proveito de populações excluidas das condições da cidadania. Resumindo, suprir a deficiência do Govêrno que deveria cumprir honestamente seu papel de bem gastar o dinheiro público e não o faz. Nota-se que as ONG's estão executando o mesmo papel desonesto,com fins altamente lucrativos, servindo de instrumento para políticos safados enriquecerem às nossas custas. A continuar esse quadro, e não eliminá-las,vai ser um suplício a travessia dos próximos três anos.

Flavio Marcus Juliano

8-Falso brilhante
Desafiar a Comissão de Ética e manter no cargo um subordinado altamente "suspeito" de irregularidades, não é demonstração de autoridade. É medo, é fraqueza, é falta de pulso, é falsidade por criar uma Comissão de Ética e não aceitar sua relevante manifestação. Pena que o Brasil siga em mãos erradas, surdas à força do bom-senso e ouvintes atentas à farsa de certos deputados.

Flavio Marcus Juliano

9-És faxinação, amor! (publicado no Diario de São Paulo em 24/11/11)

Estão no ar em Brasilia os mais recentes sucessos musicais: "Eu não presto ,mas eu te amo!". Um conjunto de sete ministros interpreta: "Dilmaravilha, nós gostamos de você". Eis a letra de um sucesso:
"Os favores mais lindos sonhei
De ONG's mil um castelo ergui
E no desviar, tonto de emoção
Com sofreguidão mil diabruras previ
És faxinação, amor!

Flavio Marcus Juliano


10-Os três macaquinhos (editado no Estadão.com em 29/11/11)
Ao ver a podridão que infesta o ministério desse vergonhoso governo, lembrei-me dos tres macaquinhos - não ouço, não vejo, não falo. Seis anos recebendo R$12 mil por mes, desonestamente, sem que ninguém soubesse ou denunciasse, é uma violência e uma insolência contra o povo brasileiro. Como um pulha desses consegue se olhar no espelho e passar algo de edificante aos seus descendentes? Que sua existência seja breve, inútil entre inúteis!

Flavio Marcus Juliano

11-Importação de mão de obra (editado no Estadão.com em 28/11/11)
Trabalhei por duas décadas numa multi que primava por trazer para seus altos cargos, europeus com tres "w" e dois "y" no sobrenome, como se isso lhes atestasse competência, antes dos resultados desastrosos obtidos. Um deles chegou a comentar com seus pares - ouvido por um subordinado- que "o brasileiro nasceu para servir e obedecer". Lendo as notícias sobre importação de mão de obra com "alta especialização" nota-se que a moda continua. Interessante a legalização de milhares de bolivianos, em pleno mercado desaquecido, certamente preenchendo esse quesito.

Flavio Marcus Juliano

12- Surpresa! (editado no Estadão.com em 27/11/11)
Causou-me surpresa a matéria (A7 -21/11) sobre a ausência de um nome forte do PSDB para a Prefeitura paulistana. A ganância de Kassab, Alckmin e Serra, cada um em seu egoísta projeto pessoal, mascaram a enorme possibilidade de oferecer aos eleitores um nome profundamente conhecedor da cidade - Andrea Matarazzo - frente ao cavalo manco paraguaio proposto pelo ex-presidente e a outros fraquíssimos concorrentes que nada têm a oferecer de bom para São Paulo.Se o PSDB tivesse determinação em lançar o nome correto, mostraria quem é que está em situação terminal.

Flavio Marcus Juliano

13-Odioso Ninho de Gatunos
Revoltante saber que nosso vergonhoso Congresso tem 17 projetos parados, que fixariam critérios mais rígidos para contratação de ONG's, atualmente sem contrôle nenhum, a não ser, é claro, pelos políticos meliantes que detem os recursos desviados e os ministros que avalizam a farra com o dinheiro público. R$3,2 bi repassados sem qualquer seleção técnica ou concorrência, mas por "preferência", sugerem que esses Odiosos Ninhos de Gatunos sejam sumàriamente extintos. Existem ONG's e ONG's: as que interessam ao esquema e as que ainda vão interessar.

Flavio Marcus Juliano


14-A era do mundo finito
Seria inteligente e decente produzir o etanol que abastece os carrões do primeiro mundo, sem o sacrifício da área plantada de culturas alimentícias. Com a alta porcentagem da lavoura paulista ocupada com canaviais, quando apertar a fome do nosso povo, só nos restará assobiar ou chupar cana.


Flavio Marcus Juliano

15-Herança pesada
O editorial do Estadão de 20/11 mostra, claramente, que a missão da presidente é, única e exclusivamente, diluir e mascarar a pesada farra de seu antecessor, durante quatro anos, para em 2014, tentar devolver o trono, limpo e arejado, como se nada tivesse acontecido. Pena que o silêncio forçado de uns motivam o silêncio de outros que teriam muito a explicar, mas nada inteligente a acrescentar. Tempos de imundície.

Flavio Marcus Juliano
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