domingo, 11 de setembro de 2011

A semana d'opegapulhas

1-Muita sujeira no pote
Do alto desse "ter- roriz- mo", 347 pulhas vos contemplam. O jornalismo abre nossos olhos aos crimes cometidos por políticos. E não foram poucos: mensalão, subornos, fraudes, desvios, caixa 2, improbidade, formação de quadrilha, nepotismo, ONG's buracos negros, criadas para benefício pessoal. Práticas que lembram que está na hora do povo partir para a inteligência e não para a ignorância, como quem tenta explicar o inexplicável. A Câmara, se portando como uma reles meretriz, é que deve ser reconduzida à Era da Pedra Lascada e não o jornalismo político. É através dele que eu, como cidadão brasileiro, apartidário, hor-roriz-ado, tenho legitimidade para afirmar que o que está a aparecer é por demais nojento e asqueroso, para me espantar com quem alega, mentirosamente, não ter nada a esconder.

Flavio Marcus Juliano

2-Depósito de mexilhões
Como na Itália, temos aqui também o maior depósito de mexilhões do mundo. Situado em Brasília, abriga na Câmara e no Senado, agarrada às suas estruturas, para não perder privilégios, a maior colônia de mexilhões de casca grossa. Pena que essa espécie não esteja nem sequer ameaçada de extinção, pois é perigosíssima para a saude. Para a educação, cultura, transporte, esportes, infra-estrutura, e até para a pesca, também.

Flavio Marcus Juliano

3-Onde está Wally?
Curioso que, com todo o aparato moderno da tecnologia da informação, não se sabe onde está Kadafi, nem o médico estuprador que estava nas mãos da Justiça brasileira. Será que a longa caça, à moda Bin Laden, se repetirá, gerando altos lucros a quem procura e prejuízos incalculáveis aos prejudicados por eles?

Flavio Marcus Juliano

4-A casa do espanto (editado no Estadão.com em 10/09/2011)
Estudar ciências agrárias sem "um único hectare para trabalho experimental" é o cartão de visitas do MEC, mostrando o pioneirismo na inferiorização do ensino superior do País. Mais uma vergonhosa azia na célebre galeria das "nunca antes".

Flavio Marcus Juliano

5-Elementar, meu caro......
O empresário alega que não pode ser condenado - tadinho! -se o ex-presidente, que seria um dos beneficiários do mensalão, não foi denunciado. Mas não disseram que o mensalão nunca existiu? Como que agora haveria beneficiários? Quem está cometendo perjúrio?

Flavio Marcus Juliano



6-Quatro cantigas para futuros eleitores
1- "Foi, foi, foi,
foi da mala preta
pega esse político
que é um grande picareta!"

2- "Dorme, povinho
que o PT vem pegar
papai nos impostos
mamãe no jantar"

3-"Critiquei o po-lí-ti-co
mas o po-lí-ti-co, não cedeu-deu-deu
é uma zica-ca aceitar-se-se
o rombô, o rombô que êle deu!"

4-"Mensalão, mensalinho
vamos todos reclamar
vamos fazer uma revolta
uma revolta está no ar
o político cafajeste, era um mico e voltou
o suborno de leste a oeste era grande e dobrou".

Flavio Marcus Juliano

7- Serviço (sempre) pela metade (editado no Estadão.com em 08/09/2011)
A ingênua resolução petista propondo a proibição de concessões de rádio e TV para políticos deveria incluir a retirada (ou faxina) de concessões de rádio e TV dos políticos que as possuam. É por essas e por outras que esse partido nunca conseguirá fazer um plano decente para o país, pois enxerga uma árvore mas não visualiza - ou não quer visualizar - a floresta. A informação já está manipulada, censurada, pelos concessionários políticos com interesses escusos.

Flavio Marcus Juliano

8-Balão de ensaio
Qualquer criancinha percebe que o empenho do fogueteiro-mor na campanha de um desconhecido para a Prefeitura paulistana ,não passa de um balão de ensaio. Afinal, quem colocou um poste na Presidência, se julga poderoso o suficiente para colocar uma lâmpada queimada na cidade de São Paulo. A ponto de rejeitar, como a maior parte do eleitorado paulistano, as pretensões da ex-prefeita. Aqui, candidato ruim, a gente rechaça e glosa!

Flavio Marcus Juliano

9-A volta dos mortos-vivos
O papel aceita qualquer coisa. A família informar que o parente infrator "morreu", não tem cabimento. Enquanto se amontoam mandados de prisão contra 2755 eventuais defuntos, há um número muito maior de vivinhos (e vivaldinos) foragidos, soltos, em tempos de "alto fluxo de informações por meio dos sistemas de informática". Se as autoridades tinham o médico estuprador nas mãos e o deixaram fugir, é bem provável que continuaremos a ser assombrados por mortos-vivos. Quem sabe daqui a 278 anos o estuprador se entrega........

Flavio Marcus Juliano

10-E como obra! (editado no Estadão.com em 07/09/2011)
A ex-prefeita insiste em ser a candidata "natural" do seu partido por ter obrado demais em São Paulo. Será que o eleitor paulistano se contentaria em ter um desconhecido obrando, ter de novo as mesmas obras mal cheirosas ou eleger um prefeito competente que administre esta cidade com profissionalismo? Vamos incentivar o desmartamento de Sã Paulo,gente! Não é crime ambiental.

Flavio Marcus Juliano

11-Presente desmente futuro
A presidente disse que "meu governo não irá permitir ataques às nossas indústrias e empregos, não vai permitir jamais que artigos estrangeiros venham concorrer de forma desleal com os nossos produtos". Não irá, porque já permitiu. Ou o setor de cama-mesa-banho-tapetes, inundado com produtos chineses, a preços aviltados, deve ficar em outro país? Ou as redes de supermercados no Brasil, logo estarão vendendo arroz e feijão para tecelões e costureiras chinesinhos?

Flavio Marcus Juliano

12- Mal na foto (editado no Estadão.com em 06/09/2011)
Como bem disse o ex-presidente FHC, "as forças da corrupção estão mais enraizadas no poder do que parece". Uma das formas de barrá-las, teria sido o bom-senso de atacá-las por ocasião do escândalo do mensalão, mas a banda passou e só a oposição não viu, cometendo um êrro trágico e irresponsável. Não apoiar este governo, no atual estado lamentável de corrupção, é enxergar de perto que não haverá resultado positivo para o país e não "insensatez de quem não vê mais longe".

Flavio Marcus Juliano

13-Saudosismo inteligente (publicado no Estadão em 04/09/2011)
A parte esclarecida da população brasileira cultiva o saudosismo de dirigentes políticos com educação, cultura, visão de curto, médio e longo prazos, consciência dos problemas de infra-estrutura do país, ética e probidade. Agora, deverá canalizar energias na descoberta de quem reune essas qualidades para governar o país. O PT, desde a sua fundação, exibe a profunda "falta de qualificação" de filiados e aí reside boa parte dos seus problemas. Em tôrno de 100%;

Flavio Marcus Juliano
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