quinta-feira, 25 de março de 2010

MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS EM CUBA

(representantes do grupo estendem faixas e cartazes, na tentativa de entregar o manifesto)

O grupo POR UM BRASIL MELHOR, tentou, pacificamente, através de seus representantes, entregar o manifesto abaixo ao Consul de Cuba, e os membros quase foram presos, na calçada em frente ao consulado!


Manifesto em defesa dos Direitos Humanos em Cuba.

Vimos pela presente registrar nossa preocupação quanto ao destino dos setenta e cinco dissidentes presos sob o regime cubano de Fidel Castro.

Nós, brasileiros, temos ainda presente em nossa memória, a triste lembrança de compatriotas presos, mortos, torturados, perseguidos sob o regime militar, entre eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então hoje no poder, bem como sua candidata à presidência da república, a Ministra Dilma Rousseff. Sim, estão hoje no poder, graças à reconquista do regime democrático em nosso país; não fora isso, com certeza, estariam banidos para sempre da vida pública e do cenário nacional.

Recordemos, outrossim, que o atual candidato da oposição à presidência da república, José Serra, foi um militante da esquerda, líder estudantil dissidente importante na ocasião, perseguido pelo mesmo regime militar e por este motivo, foi obrigado a exilar-se no Chile de Allende e mais tarde nos USA, por longos anos.

Portanto, sabemos bem o que significa ser um dissidente e o que significa viver sob jugo do autoritarismo, sem garantias constitucionais de Direitos Humanos.

É de estranhar, portanto, pela incoerência, o apoio oficial do governo brasileiro na pessoa do Luiz Inácio Lula da Silva ao regime cubano e, sobretudo, é de causar espanto, a sua omissão e mesmo indiferença, frente à morte, por greve de fome, do dissidente Orlando Zapata. Quando de sua recente visita a Cuba

A parte do mundo que se propõe a nortear-se pelos princípios democráticos se exaspera ao constatar que outros dissidentes ainda estão dispostos a morrer para que Cuba, cujo governo não tolera críticas e não permite contestação, se liberte da violenta repressão que são submetidos há mais de meio século, como se isto fosse, por si, capaz de impedir o desejo de liberdade tão inerente à natureza humana.


Vários episódios de violência ainda ocorrem hoje no mundo devido a regimes que não conseguem levar em conta uma realidade insofismável: a de que o bem estar e desenvolvimento, com justiça social, se fazem com base em princípios de solidariedade, respeito ao próximo, coisas que não se impõem à força, mas sim por meio de valores introjetados na sociedade e inspirados por lideranças democráticas que consigam instituir no coração e mente de seus povos, o desejo de um mundo melhor com liberdade, igualdade e fraternidade como bem supremo de uma nação.

Todos sabem que não é fácil, mas possível é. George Bernard Shaw, escritor e dramaturgo irlandês, certa vez refletiu: " Você vê as coisas e pergunta "por quê", mas eu sonho com coisas que nunca aconteceram e digo, "por quê não?"

Sim, e por quê não acreditar que Cuba possa oferecer a seu povo um país melhor com Democracia plena?
Assim, o que causa estranhamento para grande parcela da população brasileira, tão avessa a extremismos de qualquer ordem, é o posicionamento do governo brasileiro na pessoa do Presidente da República do Brasil opondo-se a tudo aquilo que ele, aparentemente, sempre afirmou defender e pelo que sempre declarou ter lutado, qual seja, a defesa da liberdade. Hoje essa posição do Sr. Lula coloca em descrédito a autenticidade de seu passado, ainda mais porque cotidianamente tem-nos sinalizado ao contrário, quando dá apoio a regimes autoritários neste e em outros continentes, o que tem gerado enorme controvérsia e desencadeado enorme decepção para o povo brasileiro mais consciente e para outros líderes mundiais, defensores de valores e princípios democráticos.

O presidente Lula não só desconheceu a morte do dissidente Zapata durante sua visita ao amigo Fidel e sua ilha, como tentou minimizar o trágico, porém simbólico acontecimento, comparando desastradamente este preso político e seus companheiros encarcerados, a bandidos comuns! Isto foi o golpe que faltava para seu descrédito como líder respeitado no mundo democrático.

Como então deveremos nós, defensores dos Direitos Humanos e da Democracia, nos sentir?

- Vergonha! Esta é a palavra que encontramos para expressar o que nos provocou, ao povo brasileiro, o posicionamento oficial do governo, postura esta que, em absoluto, vem de encontro ao nosso apreço pela liberdade.

- Tristeza, por sermos testemunhas desta página que ficará marcada na história de nosso país como uma mancha indelével, na medida em que este presidente se posiciona em dissonância com a índole pacífica do povo brasileiro, que ama a justiça, a paz e a liberdade de expressar livremente suas idéias e pontos de vista, contrários ou afinados à posição política do partido que está no poder hoje no Brasil.

Reclamos sempre existem sim e ocorrem, sobretudo quando questões de princípios, éticos e morais estão em jogo. Mas afinal, aqui temos eleições diretas e o povo escolhe o seu governante e temos a possibilidade de corrigir rotas através da alternância de poder. Felizmente prezamos esta oportunidade que a democracia nos garante.

- Indignação - pelo desprêzo e insensibilidade demonstrada tanto pelo Sr. Lula da Silva quanto pelos irmãos Castro, diante da tragédia da morte anunciada de Zapata durante sua visita á Cuba, que queremos livre!

- Esperança - porque "deixou-se morrer" nas palavras do presidente Lula, um homem de 43 anos, disposto a oferecer sua vida para que outros a tenham, um dia, com certeza!

- Solidariedade - às DAMAS DE BRANCOS que são reprimidas com violência pelo regime castrista quando saem em manifestações simbólicas e pacificas denunciando os ataques sistemáticos aos Direitos Humanos em Cuba e assim o fazem para que possam compartilhar seus anseios de viver em um país LIVRE E DEMOCRÁTICO.

Por este motivo, nós brasileiros e brasileiras democratas, aqui estamos hoje deixando este manifesto, que esperamos, seja entregue às autoridades cubanas, e sobretudo, que chegue às mãos daqueles que estão pondo suas vidas em risco para resgatar um direito básico e precioso do ser humano que é viver em liberdade e em paz, com respeito a normas de conduta civilizadas de convivência.

Viva Cuba livre!
Vida longa a Orlando Zapata na memória dos que amam a Democracia!
Viva às Damas de Branco!

Grupo Por Um Brasil Melhor
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