sábado, 12 de setembro de 2009

BANCOOP – “TITULOS PODRES” NO MERCADO?


É conhecido de sobejo pelos mais informados o caso BANCOOP – Cooperativa Habitacional dos Bancários – criada em 1996 pelo Sr. Ricardo Berzoini, atualmente deputado federal e hoje gerida pelo Sr. João Vaccari Neto, suplente do senador Mercadante.
A “cooperativa de fachada” como se refere o promotor que investiga o caso, prometeu construir casas e apartamentos a preço de custo.
Para arrecadar fundos, não se sabe por que, em julho de 2004, lançou no mercado os FIDCs – Fundos de Direitos Creditórios negociados principalmente com Fundos de Previdência da Caixa Econômica Federal (FUNCEF), Banco do Brasil (PREVI), Petrobrás (PETRUS) e Banespa(BANESPREV).
Evaporaram os sonhos e o dinheiro nos meses de agosto a novembro de 2004, mês em que morreu o seu presidente e dois diretores num acidente lá na distante Petrolina.
Para onde foram os mais de 30 milhões captados?
Se alguém souber informe aos cooperados que viram seus sonhos de casa própria voltar a serem meros estacionamentos, com terrenos retomados pelos vendedores ou então um desfile de esqueletos de prédios que insistem em sair do armário.
A BANCOOP tem milhares de processos contra si, seja na área cível onde cooperados pleiteiam desde suas escrituras (os felizardos lá do início da cooperativa) até a simples devolução dos valores pagos; seja na área trabalhista, onde a Cooperativa tem, inclusive, oferecido como penhora das condenações imóveis que já não lhe pertencem; e, na esfera criminal, é investigada pelo Ministério Público.
Condenada em mais de 70% dos processos, apesar dos eficientes trabalhos de seus proeminentes advogados.
Deveria ter resgatado as contas dos FIDCs em 31 de Agosto de 2009.
Não o fez e parece preparar nova trama no mercado financeiro.
Quer repassar a Bancos o suposto e questionado débito de seus prejudicados cooperados, sem que lhe seja permitida qualquer manifestação, uma vez impedidos de participar das assembléias, visto serem considerados “inadimplentes” pela empresa, muito embora quase todos tenham documentos comprovando a quitação de todas as parcelas e estejam a ver “estrelas”, vermelhos de raiva.
A cooperativa oferecerá “títulos recebíveis podres”, pois, em sua maciça maioria, os débitos a serem vendidos têm sido questionados na Justiça e considerados inexigíveis.
As páginas econômicas dos grandes jornais não comentam esse fato.
Aliás, a Cooperativa, quando aparece no noticiário, é na parte policial.
As perguntas que ficam são:
Quem, dentro da sanidade natural, compraria títulos desse porte, com esses gravames?
Quem arcaria com esse prejuízo?
Banqueiros não gostam de prejuízos.
Quem honrará o pagamento, se na ampla maioria, a garantia do titulo é um único imóvel não construído?
Quem estará por trás disso?
Incorporadoras como a OAS que já comprou um empreendimento e “assumiu” um prejuízo?
Quem sobreviver não verá seu imóvel, nem seu dinheiro...
Pedro Galuchi
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