sexta-feira, 3 de julho de 2009

Honduras existe?

Neil cada vez entendo menas Ferreira.

Se Honduras existe, nem sei onde fica, acho que no Caribe, no coração das repúblicas bananeiras e dos paraísos fiscais, onde duda mendonça confessou que recebeu em dólares do Caixa Dois lullista a fortuna que cobrou para realizar o maior estelionato eleitoral nunca antes visto nesse país, a campanha de 2002, “lullinha paz e amor”, que tapeou mais de 53 milhões de otários e analfabetos -- 70% dos eleitores brasileiros são analfabetos e/ou analfabetos funcionais.
Lembro-me de um livro que me impressionou na adolescência, “Le salaire de la peur”, de Georges Arnaud, não sei se há tradução em português, se houver será algo como “O salário do medo”. A acão, ficcional, ocorre na Guatemala, que o autor assim apresenta: “A Guatemala não existe, eu sei disso, eu vivi lá”.
Ficção pura imaginada pela mente brilhante de um romancista brilhante. País e ação reais, portanto.
Honduras lembrou-me essa Guatemala porque não pode existir na vida real. Não se trouxer nas veias, como de fato trás, o sangue e o DNA da América Latrina real. Explico meu raciocínio, de simplicidade franciscana.
A Constituição de Honduras, que considero inexistente por ser de um país de cuja existência duvido com a veemência com que Arnaud negou a Guatemala, foi votada por um Congresso quimérico, eleito por um eleitorado imaginário e está em plena vigência ilusória. Sob ela, Nação e Povo irreais vivem um vidão descansado, a mídia não fala deles há muito tempo. Nunca saem na Globo, donde sem vida real comprovada.
Essa Constituição, aprovada pela gente inexistente que lá nasce, cresce, vive, trabalha, vota e busca a felicidade, tem como cláusula pétrea a proibição obstinada da reeleição do presidente, estabelecendo que a alternância na presidência é indispensável e obrigatória. O mandato é de quatro anos e todo cidadão que o exerça não poderá ser presidente outra vez, nem vice-presidente. Mandato único, kaput.
O mesmo artigo que suprime a reeleição, diz que quem contrariar essa disposição ou propuser a sua reforma, bem como os que a apoiarem direta ou indiretamente, perderão imediatamente os cargos que no momento ocupem e serão impedidos por 10 anos para o exercício de qualquer função pública.
Como salvaguarda e reforço, é proibida a reforma desse artigo.
Outra chatice daquele Congresso, que com certeza se ressente da ausência e retidão moral dos sarneys, renans, idellis, suplicys, tiãos vianas, mercadantes, marcondes perillos, que os temos às mancheias, e por isso mesmo composto de almas penadas, já que não existe: aprovou lei proibindo plebiscitos 180 dias antes e depois das eleições, sob qualquer pretexto.
O presidente Manuel Zelaya, mais honesto do que o Cara (de pau), que presiMente o tempo todo que não quer outro mandato, foi à luta e organizou, em desafio à lei, um plebiscito para 28 de junho, para que o povão rugisse a voz rouca das ruas e exigisse sua permanência no cargo, com a reforma dos artigos impeditivos da Constituição.
O Congresso imaginário votou pela ilegalidade do plebiscito por ser convocado fora da data legal e exigiu ação do Supremo Tribunal Federal, STF, o qual, Egrégio e incontestado com sua Bíblia Sagrada à mão, a Constituição, exigiu que o Exército afastasse quem ameaçava rasgar The Holly Book.
“Repetition is reputation”. Repito para melhor compreensão, os juízes togados do STF mandaram e o Exército acatou. Repito para eu mesmo acreditar, os capas-pretas do STF ordenaram e os milicos obedeceram. Repito para você decorar, a Justiça mandou e as Forças Armadas obedeceram.
O Estado cumpre o rito legal instituído pela Carta Magna, a Nação coonesta, o Povo concorda. O usurpador é conduzido de pijamas a um país vizinho, amigo e também democrático, onde é solto – vivo !
Solto e vivo (mais repetição). Cuma ? Onde já se viu ? São provas de que esse país não existe, não na América Latrina.
Surgiu então a mais improvável das coalizões para interferir nos assuntos internos de um país, que seria livre se de fato existisse. Cumpanhero O´Brahma à frente e integrada pelos cumpañeros democratas de truz tchávez, evo, rafael correa e o Cara (de pau), com o apoio do equis-comandante em rréfe fidel, formou-se uma Incredibile Armata Brancaleone que exige, aqui de fora, o cumprimento das regras democráticas dos seus países de origem, dentro das fronteiras de Honduras, um país que eu não acredito que exista e que se existir já tem suas próprias regras democráticas, na aparência civilizadíssimas.
O cumpanhero O´Brahma capotou feio na maionese ao ser flagrado com essa cambada.
O Cara (de pau) deu lições de democracia para Honduras, montou no aerolulla, voou para Líbia e foi beijar as mãos do democrata Muamar Khadafi e do democrata genocida do Sudão.
A ONU cedeu palco para Zelaya aprontar sua choradeira. Como ninguém dá bola para o que acontece na ONU, o cumpanhero decidiu manter a paz mundial, prometeu que não vai voltar à força para Honduras e ofereceu uma tregua de 72 horas.
O mundo respira aliviado – até amanhã.
YES, EXISTE.
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