segunda-feira, 15 de junho de 2009

Bê-a-bá, Mestrado, Doutorado e Pós Doc em Baderna e Mistificação

Neil indignado Ferreira.

“Estudantes da Usp gritam “Fora PM” mas quando alguém rouba o carro que o papai deu, chamam quem ? A PM ! Eu estou na Usp e estrou trabalhado.Essa molecada grita por democracia mas tem atitudes mais do que antidemocráticas, fechando o acesso a uma Universidade Pública e não deixando trabalhar quem quer trabalhar! Exigindo a recontratação de um bandido como o Brandão e gritando:"não à gestão por competência". Além de não democráticos, pregam a incompetência.Não sou a favor de autoritarismo, mas nesse caso sou a favor da PM, que tenta manter a legalidade nessa bagunça que está a Usp”.Juliana Machado Ferreira, Doutoranda em Genética, Usp,TED Fellow 2009.
Juliana é minha filha e orgulho-me do Doutorado que faz na Usp. Orgulho-me por ter conseguido desafiar piqueteiros e desordeiros e ir para o trabalho. É bolsista e tem prazos rígidos a cumprir e mandou o e-mail acima para amigos, emissoras de rádio e jornais, foi publicado no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo, como desabafo pelo que acontecia do lado de fora do Laboratório de Biologia, onde, sitiada, desenvolve seu projeto, citado na Internet em mais de 20 sites internacionais, inclusive nas edições digitais do New York Times, Wired, CNN, CBS, ABC, BBC e também no deste nosso Diário do Comércio.
É só ir ao Google, digitar “Juliana Machado Ferreira 2009 TED Fellow”, clicar e ver quem é essa menina, construindo uma reputação internacional como cientista, que está à mercê e refém desses delinquentes.
Neste exato momento, o que sabemos pela mídia sobre a greve na Usp e a batalha campal na sua entrada principal, em meio a festivas churrascadas e cervejadas que deixam um lixo monumental, não é nem meia verdade.
Eu acuso de ser mentira inteira, plantada pela Mentirobrás, a mais poderosa e atuante estatal brasileira, a serviço você sabe de quem, você que o apodou de presiMente muito antes do cumpanhero O´Brahma chamá-lo de o Cara.
Na mídia, lê-se, vê-se e ouve-se que a greve é “do corpo docente e dos alunos da Usp” – e isso não é verdade.
Docentes responsáveis correm riscos para dar aulas, alunos responsáveis arriscam-se para atravessar as barreiras e assistí-las.
A greve é do Sintusp, Sindicato dos Trabalhadores da Usp, braço da Cut, braço do pt, e foi “decretada” há uns 35 dias pela cumpanherada que apresenta duas absurdas exigências envoltas em imenso blah blah blah sindicalês -- a recontratação do sindicalista desordeiro Brandão, demitido por justa causa por ter invadido a pontapés salas de aula e destruído portas, janelas e computadores (foi preso um dia destes também por desordem) e, imagine, o “Não à Gestão por Competência”. Pregam, pois, a volta do perigoso Hulk e a gestão da incompetência, talvez a mesma que vem do Sindicalista Mor, lá de Brasília.
Essa greve rolava não em sonolência, o Carro de Som nunca respeitou a paz que as aulas exigem, gritando em exagero de decibéis a palavra de (des)ordem “Çi pricizo nóis invádi a reitoria di novo”. Invadiram. Mas não se notava suas ausências e faltas ao trabalho, talvez desnecessários por excesso de quorum.
Até que o Sindicato dos Professores, braço da Cut, braço do pt, engrossou literalmente as fileiras do Sintusp mas não levou a adesão integral do corpo docente da Usp, nem todos aderiram.
Quase simultâneamente, estudantes secundaristas e universitários ligados à Une, que vive de mesadas do governo federal, além de deter o monopólio da fabricação e venda de carteirinhas de meia-entrada, uniu-se em tropa de choque, na aparência sob o comando de quadros da ECA, Escola de Comunicações e Artes, treinados na promoção de eventos.
Viu-se então uma curiosa coincidência de sucedidos, as rádios divulgaram pesquisas que mostravam que Serra dava uma sova na Coroa do Cara e em qualquer outro lullopetista que se apresentasse contra ele em 2010. Com exceção, claro, do Cara em peçoa mas elle não pode, se a Constituição for respeitada. Sei da armação, não será respeitada.
Em menos de uma hora a batalha campal começou e a PM teve que entrar no jogo e não entrou atirando flores, já que foi recebia a pedradas. Atirou bombas de efeito (i)moral e balas de borracha.
Mas aí, preste atenção no que fazem os quadros auxiliares de um governo produto do estelionato eleitoral e da propaganda enganosa.
Nascido da mentira, na mentira prospera.
Meninos dramáticos, atores-heróis, cruzavam para lá e para cá a frente de batalha, óculinhos redondinhos nos olhos, mochilinhas como frágeis escudos, brandindo contra a PM um livro não identificado na mão.
Os fotógrafos, avisados, quais paparrazzi apareceram como enxames de moscas, registrando o ato, uma quase repetição fake do corajoso e desconhecido chinês da Praça Paz Celestial, que há exatos vinte anos enfrentou de peito aberto os tanques do regime comunista.
No dia seguinte, as primeiras páginas dos jornais amansados a peso do bolsa-anúncio, a maior verba de propaganda oficial nunca antes vista neçepaíz, de norte a sul estampavam as fotos do menino com o livro, como o crucifixo nas mãos do fiel cristão que combate dráculas sanguinários.
Seria o poder da idéia contra a força do poder. Parece rogar:
Vade retro PM. Vade retro Serra.
Tudo o mais absurdo dos Teatros do Absurdo, verdadeiro como uma nota de Três Reais, quem for trouxa que a aceite.

O KIT PT ESTÁ MAIS AÍ DO QUE NUNCA
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