quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CALAMIDADE

CALAMIDADE-publicado no Estadão on line em 11/02/09

Há muito o poder público abdicou de seu papel de garantir Educação para o povo. Um povo que não tem educação não sabe exigir seus direitos nem cumpre seus deveres e quase sempre é levado por ONGs e sindicatos que manipulam suas consciências. Para cada cidadão alfabetizado, menos um voto aos políticos picaretas desse país. A quem interessa uma população letrada, atuante e reivindicadora dos serviços que deveriam vir através do pagamento dos impostos? Os parlamentares não tem a Educação como prioridade. Todas as verbas destinadas aos serviços como saúde, educação etc nunca chegam ao seu destino, perdem-se no caminho. Eles estão sempre muito preocupados com suas verbas, seus salários e seus cargos. A situação é essa calamidade em que o ensino se encontra. Crianças sem merenda, sem uniformes, sem professores e ainda a resistência da classe do magistério que não aceita ser avaliada. Ora essa, todos devem ser avaliados! Pergunte a um professor da rede privada se ele é avaliado? O abandono a que Educação foi submetida por mais de 12 anos, vem fazendo os governos colherem o seu resultado amargo. Calamidade pública! Professores que mal sabem falar estão nas salas de aulas das escolas públicas. Os alunos corrigem professores que falam errado e ainda os desafiam dizendo que como office-boy ganham mais que eles. Pelo sistema eleitoral no Brasil, onde um deputado ou senador pode ter a pior ficha que é eleito, vê-se que a moral, a ética, a decência e o caráter foram jogados na lata do lixo. E para pior, enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama está preocupado com a repercussão de maus exemplos que podem chegar às crianças daquele país, no Brasil o presidente Lula declara que tem azia quando lê. Será que esse país tem jeito?

Izabel Avallone
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