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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Prognósticos

Expectativa para o Brasil em 2009 de 100.000 baixas de emprego na construção civil, 1.000 a cada dia.
Desaquecimento no comércio, carros empacados nos pátios das montadoras...e Lula-turista voeja apresentando Dilma, sua presumida sucessora, ao mundo.
Enquanto isso, vamos acabar nos afogando na marolinha e ainda levaremos a culpa, junto com Bush, pelo desastre pois Lula afirma categoricamente que nós, da "zelite", torcemos à favor da crise por sermos contra ele...
Além de ser um insulto à classe média que sustenta e ama este país , é um cacoete de Lula o de jogar sempre a culpa nas costas dos outros...
Querem apostar que vai sobrar para nós, além do Bush?

Um comentário:

Unknown disse...

Lula agiu com irresponsabilidade ao não tomar a crise na sua real dimensão. Ao estimular gastos e não estimular o controle colocou muita gente na berlinda.

Mas uma colocação me chamou a atenção: "Além de ser um insulto à classe média que sustenta e ama este país". Esta história de que é a classe média que sustenta este país é de uma inverdade tremenda. Aos fatos.
Quem sustenta o país é a sua cadeia de produção. Isto inclui ricos, classes médias e pobres. A força de produção associada aos meios de produção, assim se leva este país. Mas existe uma distorção no que diz respeito aos impostos. Apenas as classes médias e pobres realmente pagam impostos, já que os ricos os transferem nos custos da produção toda a carga a eles direcionada. Entre as classes médias, a média média e a média baixa são as mais sacrificadas. Nos pobres os impostos reverberam especialmente nos custos da alimentação e contas de luz. Levando-se em conta que os pobres gastam toda sua renda nestes ítens, conclui-se que os pobres são os mais sacrificados. Outra distorção se observa nos salários que teimam em diferenciar a importância de cada função. Um zelador, um faxineiro, um operário, um eletricista, não são menores que um engenheiro, que um médico, que um advogado. Apenas num país que teima em diminuir a humanidade de cada habitante, estabelece a padronização do status quo entre as funções. Um professor não é menor que um excutivo, mas a estrutura de exploração que impregna esta nação tenta assim estabelecer. É na degradação das condições de vida dos mais pobres que se sustenta o luxo dos ricos e os bons salários das classes médias. Não que não devamos ter bons salários para nossos habitantes, mas que estes não sejam delegados a apenas uma parte da população. Quem provê o Brasil é o povo.

César Jeansen