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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Artigo de Neil Ferreira - Ótimo!

Com a permissão de nosso amigo querido, Neil Ferreira, posto seu texto extremamente interessante!
Apreciem!
Lígia Bittencourt
A assinatura do Mossad na libertação da Ingrid.
Neil primeirão a falar Ferreira.

Como meu guru Chacrinha, não vim para explicar, vim para confundir.

Happy end, poeira assentada, versões correndo para lá e para cá, uma rádio suíça revelou que a libertação pelas FARC da Ingrid e de mais 14 sequestrados, 3 agentes especiais da NSA, National Security Agency dos Estados Unidos, teria custado 20 milhões de dólares a país não revelado.

Alguns atribuem o pagamento a um duro esforço de melhoria de imagem do cumpañero tchávez, que guarda estranho silêncio há algum tempo. Outros, aos Estados Unidos, graças ao seu tradicional sistema político e econômico de "Quid pro Quo", toma lá dá cá, vale quanto pesa, se o peso dos seus agentes valesse mesmo 20 milhões de dólares eles pagariam e não bufariam -- um diplomata bushista comentou que "20 era pouco por esses agentes, pagariam 100 milhões se fossem exigidos". E há, ainda, quem insinue que foi o Sarkozy lui même quem resolveu o caso do bolso dele.

O resumo é que foi uma operação limpa, sem ódio e sem sangue, todo mundo na aparência satisfeito e comemorando.

Até marcaurélio top top garcia (não sei se quadro das FARC junto ao lullismo ou vice-versa) calou o bico nesse caso de repercussão internacional, elle que é tido como conselheiro internacional do lulla.
É aqui que tomo a liberdade de fazer o pior que um redator pode fazer na vida -- citar a si mesmo.

Quando a Colômbia numa ação de legítima limpeza invadiu o Equador, país coiteiro, e acabou com a raça do Reyes, o Número Dois das FARC, escrevi que só houve um erro na ação – a Colômbia foi pega e numa ação desse tipo o perpetrador (os americanos dizem "perp") não pode ser pego de jeito nenhum.
E acrescentei que da próxima vez que chamassem o Mossad, o suspeito de sempre, que sempre "delivery the goods" e nunca é apanhado, dei até a dica para assistirem "Munich", que contava a receita da preparação e execução de diferentes golpes em diferentes países, sem deixar rastros.
A primeira pista que me levou a suspeitar de que eu teria sido levado a sério foi a eficiência cirúrgica com que o ato foi agora praticado.

A segunda foi que mesmo com uma "tradução simultânea" feita maispara complicar do que para esclarecer, ouvi Ingrid na sua primeira entrevista coletiva fazer referências aos "israelis" na ação. Ora, pensei, já que a "tradução" impedia-me de saber de o que Ingrid queria dizer, o que esses "israelis" estariam fazendo aí.

A terceira foi a que me levou a ter certeza da minha intuição, que insistia em apontar os "israelis" -- surgiu a história dos 20 milhões de dólares, que "nenhum país pagou" e que as FARC não confirmaram ter recebido. 20 milhões de dólares "bahani", sem nota, que "somem" depois de uma ação perfeita, para mim vale como uma assinatura dos "perps", Mossad na cabeça.

Espere para daqui a alguns anos novo filme de Spielberg e Tony Kushner.

PS: Amigos, permitam-me mandar aqui um recado aos lullistas que teimam em encher a minha caixa-postal com e-mails de palavrões, iguais aos que enfeitam as 320 páginas do livro "Viajando com o Presidente", parece que essa é a lingua que o povo delles fala:

Os cães ullullam, mas a gente continua tacando pedras nelles.





-- NEIL eu vaio lulla FERREIRA
neilferrei@gmail.com

Um comentário:

Jeea disse...

Lígia, excelente este blog, conseguiste reunir um pessoal de garra. Parabéns!