domingo, 6 de fevereiro de 2011

As 9 cacetadas..............

Vida inteligente
É óbvio que devemos respeitar o espaço democrático que o Estadão cede aos seus leitores no Fórum. Há cartas realmente valiosas, analisando o quadro político brasileiro, gravemente enfêrmo e obsceno. Porém, registro total concordância com o leitor Bob Sharp sobre o desperdício de tempo e espaço dedicado a assuntos futebolísticos, tão inúteis como o BBB ,seu apresentador e sua exibidora. Há tanto para se discutir, para se criticar sobre a mediocridade dos eleitos, empossados e nomeados e o povo quieto, sempre omisso, achando que, assim, um dia terá 11 caminhões de mudança chegando à sua porta.
Flavio Marcus Juliano

Excesso de contingente (editado no Estadão on line em 06/02/11)
O povo egípcio acha que tem problemas, porque não imagina a quantidade de múmias que temos estocadas em Brasília. Sob a direção de dois exemplares bem fossilizados - na presidência e na vice-presidência do Senado- elas discursam bobagens, reclamam que ganham pouco, fazem intercâmbio de ataduras conforme os interesses particulares, loteiam sarcófagos, superfaturam tumbas. Só não colocam moedas na boca, mas na cueca , na meia, na bolsa. Costumes tropicais outros.
Flavio Marcus Juliano

Ficção ou terror? (editado no Estadão on line)
Noticia-se na internet que a empresa contratada por R$1,5 milhão, sem concorrência, para remover o entulho de Teresópolis, pode ser fictícia. Cabe publicar, caso provado, quem são os responsáveis pela contratação criminosa, quem são os contratados e encarcerá-los. Preferencialmente, sob os escombros, em caráter emergencial. Não é possível o povo brasileiro aturar , pacìficamente,tanta pouca vergonha.
Flavio Marcus Juliano

Horroris causa
Depois que uma certa universidade brindou um político, vergonhosamente dentro do estatuto, com amostra grátis de diploma de dotô, outras instituições seguem o exemplo, demonstrando que a hipocrisia neste país anda bastante viçosa. Agraciar com um título a quem diversas vezes se gabou, na frente de jovens, de ter vencido sem ter estudado- como se a gente não percebesse- "horroris causa" a todos nós.
Flavio Marcus Juliano

É tétrico! (editado no Estadão on line)
Pela quarta vez,( contra a sua vontade, frise-se!), temos o mesmo incomum presidente do Senado. A não ser o domínio total, amplo e irrestrito do seu Estado - que, felizmente, não vai levar consigo para o túmulo - nada contribuiu positivamente para o país, nem como presidente da República, nem como tetrapresidente do Senado. Aliás, tetra não.Tétrico!
Flavio Marcus Juliano

O verde partido
São Paulo poderia ser mais aprazível, mais verde, se a Prefeitura se preocupasse mais com a cidade e menos com o futuro político de seu prefeito. Dentre os bairros em situação sofrível, destaco o Brás. A foto anexa mostra o trecho da Rua Miller, quase esquina com Rua Oriente. Em várias ruas,árvores secas, plantadas sem profundidade , e o temporal de domingo, 23/01, apenas teve o trabalho de derrubar. Junte-se o lixo que um povo sem educação acumula no local, não há a mínima chance para as plantas, mesmo em floreiras. Gostaria que a Regional trabalhasse mais, para tornar o Brás um lugar decente para se fazer compras.
Flavio Marcus Juliano

Diploma prêt-a-porter (editado no Estadão on line)
"Uma das mais agudas debilidades do País na área de ciência e tecnologia está na formação de pessoal" (26/01 - A1). Para resolver isto, o ministério desta pasta pode ensinar como se formar ràpidamente, mesmo sem ter que se esforçar para tanto. Há certas universidades especializadas nisso.
Flavio Marcus Juliano

Tem gato na tuba........
A desculpa esfarrapada da Prefeitura de São Sebastião (SP) é absurda: 110km para 15 agentes tomarem conta, o que dá 7,3 km/agente ou apenas 600 metros para um agente fiscalizar por mês. Uma casa, mesmo em área de risco, não se faz em um mês...............habite-se quem puder!
Flavio Marcus Juliano

Construções na encosta (editado no Estadão on line)
Causa estranheza que, em nenhum veículo (rádio, TV, revistas, jornais) eu vejo alguém perguntar quem aprovou a construção na beira do barranco. Quanto foi o subôrno, a caixinha do fiscal responsável?
Parto do princípio que as precárias obras nas áreas de risco, não tiveram planta elaborada por engenheiro credenciado, nem "Habite-se", porém, elas são visíveis pela fiscalização.
Enquanto houver esse tipo de fiscal atuando no país e cada um construindo onde bem entender, sempre com a alegação de que é o único lugar disponível que encontrou para morar, o Brasil contará seus mortos todo verão, porque a chuva é a única certeza que temos. Aí, teremos que aguentar as profundas explicações de especialistas, técnicos, geólogos, meteorologistas, curiosos, palpiteiros dizendo que a camada tênue de terra sobre a rocha se encharca, estufa, se desprende e cai, levando tudo que está em cima. O óbvio ululante.
Como a imprensa não tem como encontrar mais assunto, começa a explorar acidentes anteriores e retroage até 1967 na tragédia de Caraguatatuba, onde deve ter corpos soterrados até hoje. Peça para a reportagem visitar o local dessa tragédia, 44 anos depois, e verificar as centenas de construções, certamente irregulares, nas margens do rio.
E assim teremos novos Montes Serrat (Santos), novas Angras, novas Paraitingas etc..
O povo, com seu improviso e jeitinho brasileiro, e o lixo que gera são os principais culpados. O governo peca na omissão, na falta de prevenção e na sua fiscalização desonesta.
Flavio Marcus Juliano
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