terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O PERIGO REAL E IMEDIATO CONTINUA

O PERIGO REAL E IMEDIATO CONTINUA... OESP ONLINE - 25/12/2010

Sem ser vinculada a qualquer partido político, ou a qualquer órgão de imprensa, como cidadã comum aposentada e dona de casa pagadora de impostos escorchantes, gostaria de tecer alguns comentários sobre as afirmações em entrevista ao site Congresso em Foco (Estadão-24/12-A6), do jornalista que ocupa o cargo de Ministro (estando mais para Sinistro) chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

1. Acusação à imprensa de agir movida por "interesses políticos", agindo em conjunto com a oposição; perder a noção do que é certo ou errado e fazer jornalismo da pior qualidade:

- Quando o futuro ex-presidente era oposição - destrutiva a irresponsável, no meu humilde entender - quase toda a imprensa o endeusava e o apoiava. Eram poucos os que tinham a lucidez de enxergar o oportunismo disfarçado de luta pela classe trabalhadora, quando, na realidade, S.Exª fazia o jogo das montadoras, cujos pátios estavam lotados, por não conseguir escoar a produção. Todos nós, que viviamos no berço do lulo-petismo, assistimos a esse filme de terror, com destruições e depredações instigadas pelo futuro ex-presidente. Após esse período muitas empresas, se mudaram para outras regiões, para continuar a produzir e gerar empregos, que dão a dignidade ao indivíduo. Nesse cenário, a imprensa era "boazinha" e fazia jornalismo de qualidade por apoiar a dita oposição?

2. O ilustre entrevistado, criticou o comportamento da imprensa em relação ao presidente (presiMente, de fato) chamando de "jornalões" aqueles que se atreveram a

a denúncar a desenfreada corrupção durante os 8 anos do mandato do presidente, afirmando, ainda que havia má vontade com o governo, desproporcional aos "erros" cometidos:

- Que é isso, cara pálida, a democracia pressupõe liberdade total de imprensa e deve, sim, exercer o seu papel de investigar e informar ao público pagante o que feito com o dinheiro suado dos impostos (extorsivos) porque a depender das excelências,que nada mais são do que empregados do povo, não temos direitos, apenas obrigações (de pagar esses impostos, para manter as mordomias de políticos, suas nobres famílias, anexos e até amantes! Quanto ao ilustrado presidente, foi só tomar posse para deixar cair a máscara e se juntar àqueles a que um dia - como oposição - chamara de grandes ladrões, quando a imprensa lhe dava suporte. Ninguém esquece que o presidente e seu partido eram os "guardiães da ÉTICA, tão vilipendiada após a assunção ao poder! Precisa dizer mais?

3. Acusar a imprensa de boicotar os números da aprovação do governo:

- Senhor m(s)inistro, não deboche da nossa inteligência! Houvesse essa aprovação que a propaganda (muito bem paga com o nosso $$$$) a criatura teria sido eleita logo no primeiro turno e com o percentual dessa suposta aprovação, não?!

4. "Há certas normas, há certas obrigações que devem ser contempladas. Isso se faz no mundo inteiro e ninguém nunca achou que há censura" - defendendo o marco regulatório para a comunicação:

- E é aqui que mora o PERIGO REAL E IMEDIATO - na regulação, seriam embutidos, sub-repticiamente, ítens que poderiam servir como base para o "cala a boca" tão sonhado e desejado, tendo a imprensa amordaçada e divulgando só a "pureza" desse desgoverno e o povo pagante (e todos são pagantes, inclusive os beneficiários das benesses dos bolsas) estaria feliz como escravos a serviço dos novos oligargas! Não é à toa que o Estadão (seria o "jornalão") está amordaçado pelo maior oligarga do país e sua "grande família"!

Não é para dar engulhos, tanta tergiversação?

Aparecida Dileide Gaziolla
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