quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

KARMA POLÍTICO

(No Estadão online, quarta-feira, 15/12/2010)
Infelizmente, nossa história política não se coaduna com o conceito "ficha limpa". Tivemos políticos como Tenório Cavalcanti, o da metralhadora Lourdinha, na Baixada Fluminense; tivemos Adhemar de Barros, o do "rouba, mas faz"... Agora, temos Paulo Maluf, o que diz "nunca ter tido conta bancária no exterior", apesar de banco suíço nos ter enviado cópia de cartão de assinatura de conta com a firma "Paulo Maluf", baseados na qual faziam (ou ainda fazem) a movimentação de seus milionários fundos. Mas não, no Brasil político, isso não é impedimento para o exercício de mandato. Assim como qualquer representante público pode fazer qualquer absurdo no Congresso ou fora dele sem que isso configure "falta de decoro" passível de cassação. Nesta realidade kafkiana, qualquer um chegará à conclusão de que "falta de decoro" é o que comete quem vota em "suas excelências" (sic) e espera que eles façam algo de bom pelo Brasil ou pelo futuro de nossa República (farsamente) democrática. Tiririca estava errado: com nossas leis eleitorais e nosso fraco Judiciário, sempre pode ficar pior! É nossa história "ficha suja"... nosso karma!
Silvano Corrêa
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