segunda-feira, 1 de março de 2010

Lula e o dissidente cubano

25/02/2010



Lula foi repetir lá fora o que já nos vem dizendo a cada vez que alguma coisa sai errada para seu lado ou para o lado dos que o rodeiam: "eu não sabia"...

Aqui no Brasil sua negação de conhecimento dos fatos fica valendo como verdade, nada respinga em sua pessoa. Muitas vezes ele ousa negar o próprio fato pretendendo que isso valha como versão oficial da estória...é o caso do mensalão do PT , que Lula já negou publicamente ter existido e insiste ter sido apenas uma tentativa de golpe da oposição.

Lá fora a coisa é diferente, a mídia européia não tem compromisso nenhum com sua pessoa e neste caso da morte do dissidente cubano, ela teve liberdade total de expor os fatos tais como eles são, e mostrou ao mundo que Lula é mais sensível aos direitos de alguns humanos em detrimento de outros...Zapata era um destes outros.

Raul Castro , na mesma linha, lamentou a morte do ativista mas responsabilizou os Estados Unidos por ela! E ainda no maior cinismo completou: "Em meio século, não assassinamos ninguem aqui. Aqui em Cuba ninguem foi torturado". Decerto o Paredón também foi uma ficção inventada pelos americanos .

O bom de tudo isso: o mundo começa a perceber o Lula por baixo da máscara de ídolo, o aclamado Homem do Ano. Já dizia Abraham Lincoln: "Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo."
Ainda bem.
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