quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sarney

19/01/2010


Agora o CGU comprovou o que o jornal Estadão já havia responsavelmente denunciado: houve mesmo o desvio de verba da Petrobrás pela Fundação Sarney.

Quanto ao presidente do Senado, ele persevera na mesma argumentação de que não tem nada com isso e que não exerce atividade administrativa na fundação que leva seu nome. Pelo visto tanta falta de zêlo pela integridade de seu patrimônio moral está na razão inversa de seu aprêço e dedicação pontual pelo aumento do patrimônio material da familia e pela comprovada distribuição de benesses aos seus agregados e afilhados. E se Sarney ainda quiser alegar que as funções políticas foram impecilhos para que ele desse a merecida atenção à fundação, só me resta dizer-lhe que quem não tem competência que não se estabeleça.

À propósito: um prédio histórico pertencente ao governo desde 1905 pode hoje ser ocupado por uma fundação - pretensamente para servir de arquivo de documentos referentes à República, mas na verdade com o foco maior sendo dado ao Memorial José Sarney, com o fito de preservar e cultuar a biografia e a memória do próprio senador ...mesmo que o dito cidadão ainda habite o mundo dos vivos? Este tipo de homenagem não costuma ser póstuma ? Tanta modestia...

Então, que ao menos a Fundação Sarney não ocupe mais um prédio público e de tanta relevância histórica como o Convento das Mercês, fundado pelo Padre Vieira em 1654 , pois garanto, seu fundador idealizou um uso muito mais nobre para este espaço.
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