quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Trágica realidade


Na edição de 25/11/06, exatos 3 anos atrás, o Estadão publicou um artigo que desenhava o perfil da classe média urbana brasileira, taxando-a de isolacionista, excessivamente centrada em si mesma, alheada dos demais semelhantes, indiferente ao coletivo, desinteressada pelo que acontece na vizinhança ou "lá embaixo", zeladora obsessiva pela segurança.
Claro que , sendo a classe que paga impostos e tributos destinados ao bem comum da sociedade, não poderia ser assim qualificada.
Se não sabemos onde e nem quando um de nós tombará em seguida, se evitamos lugares gratificantes porque tememos a morte violenta, porque estamos morrendo por motivos fúteis, porque nossa família e nossos amigos saem de manhã sem saber se haverá retôrno, como não ser obsessivo com segurança?
O que impede a classe média (que, infelizmente, é a que tem a opinião mas não a que tem o voto) de fomentar uma drástica mudança de atitude na condução da segurança pública? Ou Rio e S.Paulo continuarão a viver no faroeste?

Flavio Marcus Juliano
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