terça-feira, 29 de setembro de 2009

Estatuto das Crianças Abandonadas

29/09/2009


Algumas prefeituras de cidades do interior de São Paulo, diante da violência que grassa entre os jovens - certamente causada pelo excesso de consumo de bebida e de drogas - resolveram estabelecer um toque de recolher à noite para todos os menores de idade.

Deu muita discussão esta decisão polêmica; porem, agora que já se passaram alguns meses, veio o resultado desta medida: constataram uma queda no percentual de delitos provocados pelos jovens variando, entre as diferentes cidades, à ordem de 55% a 70% .

Não há como contestar estes números, assim como não há mais como criticar esta decisão, que deveria ser adotada por mais cidades. Agora fico a pensar que enquanto juízes e prefeitos ousam impor limites aos jovens colhendo resultados tão positivos , e sempre visando o bem dos mesmos e da sociedade como um todo, o Estado, através do Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que os menores abandonados são donos de seu destino, pois sua vontade é soberana.
Tem o direito de ir e vir garantido pelo Estado, podem se recusar a serem encaminhados para as Casas de Apoio, nada nem ninguém pode obrigá-los a sair das ruas se assim for de sua vontade.

A Praça da Sé, coração de São Paulo, é o reduto mais conhecido destes menores abandonados: lá dormem, cheiram cola, fumam craque, roubam, furtam, fazem sexo , tudo diante dos olhares apavorados daqueles que ainda ousam passar por ali.

Palmas para os criadores do ECA...o Estatuto das Crianças Abandonadas!
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