quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sonhos de um imbecil





Eu sonho com um país onde:

a) – os direitos e deveres não são vergados por força de cotas ou estatus.
b) – os eleitores vão às urnas sem cabresto, sem a atração de esmolas e imunes às falsas promessas.
c) – a educação é eficiente e suficiente.
d) – existe assistência à saúde com presteza e qualidade.
e) – os aposentados são tratados com dignidade.
f) – o poder legislativo se destaca pela preocupação em melhorar o legado que deixaremos às próximas gerações.
g) – o poder judiciário, sem as peias do executivo, julga, unicamente, em função do texto constitucional.
h) – o poder executivo preocupa-se mais com as próximas gerações do que com as próximas eleições.
i) – a Constituição é elaborada por cidadãos de passado sem mácula, desvinculados de qualquer partido político e sem vínculo, em nível de direção, com sindicatos, ongs, religiões, clubes e associações de qualquer natureza.
j) – a maioria fornecedora de voto tira o sustento do próprio trabalho em vez de esperar esmolas que o governo distribui desviando a principal finalidade dos impostos.
k) – os representantes são eleitos por sua competência e caráter.
l) – a sociedade, de um modo geral, sente-se bem representada pelos eleitos.
m) – os cargos eletivos são ocupados por pessoas comprovadamente honradas.

Se isso é ser imbecil, como afirmou um ilustre cidadão que, continuamente, reconhece a si mesmo como ignorante (vive dizendo que nada sabe) tenho que me conformar em sê-lo. Nada posso fazer; desde que deixei de usar fraldas, pauto minha vida em função dos valores que já vieram embutidos na cadeia genética, nos conhecimentos adquiridos na escola e na experiência de uma vida dedicada ao trabalho, à família, ao respeito às leis e à perfeita convivência com as demais pessoas.

Só não aceito a pecha de ignorante; isso me igualaria ao ilustre cidadão e causaria profunda mágoa e frustração nos meus descendentes e se constituiria em falta de respeito à memória de meus antepassados.

GERALDO HERNANDES
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