A notícia dando conta de que as mortes por falhas no SUS disparam, não pode ser novidade desde que o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), divulgou no início de novembro, o resultado do exame das escolas médicas (públicas ou privadas). O índice de reprovação praticamente dobrou desde o primeiro exame, passando de 31% em 2005 para 61% em 2008, um crescimento de 97% em quatro anos, revelando a pior qualidade no ensino da Medicina do Estado de São Paulo. Coincidência ou não em 1998 era 1 morte a cada 473, em 2008, 1 morte a cada 147. São amputações de membros, transplantes de órgãos, e até uma simples inserção de uma sonda gástrica e o mais surpreendente é a explicação da causa mortis: complicações tardias e anormais. A empáfia com que certos médicos adotam nas suas condutas de mal olhar na cara de seus pacientes cai por terra, quando o exame revela que mais da metade dos médicos que se formam não estão à altura de ignorar os pacientes, pois testados em suas habilidades, o quadro é vergonhoso e expõe a ignorância médica. Sabia que alguns médicos ao receitar um remédio, lêem um livrinho que fica sobre sua mesa? Certa vez li na traseira de um caminhão “Erro médico a terra encobre”. Que Deus nos livre de cair nas mãos de um desses carniceiros.
Izabel Avallone
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