Em mais um dos seus acessos de incontinência verbal, o presidente Lulla disse: “Seria extraordinário se fosse eleito um candidato negro para a Casa Branca. Não conheço bem o McCain (candidato republicano, John McCain) nem o Obama, mas - da mesma forma que o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia, um índio, a Venezuela, o (Hugo) Chávez, e o Paraguai, um bispo, seria extraordinário a maior economia do mundo eleger um negro". E é assim? Quer dizer que achar que Barack Obama deve ganhar a eleição para presidente dos Estados Unidos porque é negro, e disputa com um branco, não é uma manifestação racista? O que aconteceria se alguém desse uma opinião diametralmente oposta, manifestando sua preferência pela vitória de John McCain, por ele ser um branco, e estar disputando a presidência da nação mais rica do planeta com um negro? É por essas e por outras, que cada vez que eu vejo Lulla próximo de um microfone, lembro-me de Caco Antibes, aquele personagem vivido por Miguel Falabella no seriado global “Sai de Baixo”, que popularizou o bordão: “Cala boca, Magda!”
Júlio Ferreira
Recife - PE
Júlio Ferreira
Recife - PE
Nenhum comentário:
Postar um comentário