AVALIAÇÃO/PROFESSORES- publicado no Diário do Grande ABC e jornal Metro em 24/11/08
A avaliação por mérito sempre foi um problema para quem que avalia e para quem é avaliado. Embora a tentativa seja válida, precisa ficar claro que a avaliação não pode ser subjetiva, o que quase sempre acontece. É preciso que não haja proteções do tipo “esse professor vem todos os dias e, por isso, não deixa os alunos sozinhos”, o outro porque não cria caso para a direção; ou perseguições para aqueles que poderão entrar em licença médica, pois em todas as profissões a pessoa adoece, e aqueles que não abaixam a cabeça para “determinadas ordens que soam como persecutórias”, pois as pessoas são humanas e, portanto, podem cometer injustiças. Como será a avaliação nesses casos com isenção e imparcialidade? Uma vez que o governo Serra está disposto a inovar na Educação de São Paulo, poderia também mandar um projeto para a Assembléia onde fosse prevista a demissão, dos funcionários que não se enquadram no magistério, pois os alunos não são cobaias. Por último como ficará o aumento para os aposentados que não poderão ser avaliados? Vão ter de esperar mais 14 anos?
Izabel Avallone
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