Como não defender a causa do voto obrigatório quando se constata 25% de irresponsáveis abstenções no Rio e 17% em São Paulo, as duas capitais mais importantes do sul-sudeste e de todo o Brasil? Deixar a decisão de se votar ou não para um povo tão pouco sintonizado com seus direitos e deveres de cidadão, é entregar o poder de graça àqueles que tem real militância.
E como deixar de constatar, através de uma entrevista pela TV a paternidade da defesa do voto nulo no Brasil, assumida afinal por Plinio de Arruda Sampaio do PSOL, que teceu loas ao mesmo como sendo um voto de protesto?
Voto nulo só interessa à extrema-esquerda na medida em que fragiliza a posição dos moderados. Só quem pouco valoriza seu próprio voto é capaz de anulá-lo para assim fortalecer duplamente o voto mais consciente de um eleitor militante .
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