Nos bons tempos do palanque
No meio da praça, cercado de gente,
Candidato a cargo público
Tinha de encarar o Povo de frente.
Mas o tempo rápido passou
E fomos engolidos pela televisão
Usando seus efeitos matreiros
Elege o mutreteiro charlatão.
Praticam por horas a fio
Terno beijo no pobre favelado
Terminada a pequena farsa
Com álcool seu rosto é lavado.
E a extinção prometida da seca
Que flagela o Povo do sertão
Com toda certeza voltará
A ser tema de outra eleição.
Ignore estas pobres figuras
Que só visam grandes ganhos
Para não passar toda sua vida
Sendo levado com os rebanhos.
Quando sua voz engasgava
E seu rosto vermelho pingava
Por mais que tentasse esconder
A bem poucos enganava.
Com as altas verbas desviadas
Das prometidas obras sociais
Patrocinam enormes campanhas
Visando do Povo sangrar mais.
Retiram paletó e gravata
Ensaiam belos passos de baião
Chegam até a montar em jegues
Para conseguir votos do povão.
Escondem sua incompetência
Sob o manto da democracia
Aumentam seus patrimônios
Em troca de nossa soberania.
E o Povo que sofre a esmo
Sem pão, saúde e educação
Vai continuar rastejando
Em troca de modesta ração.
Esqueça letra do grande hino
Levante-se já do berço belo
Mostrando que está cansado
De viver em eterno flagelo.
O sistema de voto eletrônico
Representa um meio perigoso
Pois não tendo comprovante
O resultado torna-se duvidoso.
Não perca o rumo do futuro
Não apague a tênue esperança
Lute pela nossa dignidade
Mostre amor pela sua criança.
No meio da praça, cercado de gente,
Candidato a cargo público
Tinha de encarar o Povo de frente.
Mas o tempo rápido passou
E fomos engolidos pela televisão
Usando seus efeitos matreiros
Elege o mutreteiro charlatão.
Praticam por horas a fio
Terno beijo no pobre favelado
Terminada a pequena farsa
Com álcool seu rosto é lavado.
E a extinção prometida da seca
Que flagela o Povo do sertão
Com toda certeza voltará
A ser tema de outra eleição.
Ignore estas pobres figuras
Que só visam grandes ganhos
Para não passar toda sua vida
Sendo levado com os rebanhos.
Quando sua voz engasgava
E seu rosto vermelho pingava
Por mais que tentasse esconder
A bem poucos enganava.
Com as altas verbas desviadas
Das prometidas obras sociais
Patrocinam enormes campanhas
Visando do Povo sangrar mais.
Retiram paletó e gravata
Ensaiam belos passos de baião
Chegam até a montar em jegues
Para conseguir votos do povão.
Escondem sua incompetência
Sob o manto da democracia
Aumentam seus patrimônios
Em troca de nossa soberania.
E o Povo que sofre a esmo
Sem pão, saúde e educação
Vai continuar rastejando
Em troca de modesta ração.
Esqueça letra do grande hino
Levante-se já do berço belo
Mostrando que está cansado
De viver em eterno flagelo.
O sistema de voto eletrônico
Representa um meio perigoso
Pois não tendo comprovante
O resultado torna-se duvidoso.
Não perca o rumo do futuro
Não apague a tênue esperança
Lute pela nossa dignidade
Mostre amor pela sua criança.
Haroldo P. Barboza - RJ
Autor do livro: Brinque e Cresça Feliz
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