MEC corta vagas em cursos de direito
Parece muito mas ainda é pouco o corte de 24 mil vagas em cursos de direito determinado pelo MEC. O Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) tem mostrado seguidamente que cursos com conceitos baixos virou uma prática sem fiscalizaçao efetiva. O que se constata, no entanto, é o inchaço das faculdades, a facilidade no vestibular, (basta passar na calçada da faculdade e dar o número do RG que o aluno vira universitário). Os exames da Ordem (OAB) vêm apontando a distancia que há entre entre o curso que o aluno faz e a prova que presta para tirar sua carteira na Odem dos Advogados do Brasil (OAB). O índice de reprovaçao é altíssimo. Os donos de cursinhos prenchem esse hiato deixado pelas faculdades, e o aluno que pagou um curso caro durante anos, vê-se obrigado a fazer mais cursos para poder advogar. O slogan “Educação enriquece, pergunte a um dono de escola” nunca esteve tão em alta. Se por um lado enriquece seus donos, empobrece a nação. Vamos torcer para que o discurso do ministro da Educação, Fernando Haddad vire uma prática e coiba esses abusos. Afinal, propaganda enganosa é crime e como tal deve ser combatida.
Izabel Avallone
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