Enquanto nos ocupamos em discutir a questão da desanistia contra os crimes de tortura praticados durante os anos de chumbo, e todos sabem que isto não irá a lugar nenhum, porque é para isto mesmo que o assunto foi criado pelo ministro da justiça, Tarso Genro.... enquanto entramos em discussões sem fim sobre a validade ou não da atuação do tal delegado e do Min. Gilmar Mendes na operação Satiagraha, e da prisão do milionário Daniel Dantas, o presidente Lula vai nadando de braçada, vencendo a olimpíada da tapeação, da camuflagem das mazelas, dos graves problemas não resolvidas deste país, como por exemplo, um plano decente para a Educação e a Saúde, falta de infra-estrutura e o mal andamento do PAC.
Não se tem um projeto para este país, com visão estratégica, não sabemos o que está sendo feito, não conseguimos ter uma visão de conjunto.
É interessante notar como, apesar dos avanços na economia, todos sentem um cheiro de podre neste reino do faz do conta. Faz de conta que tudo está melhorando e que os pobres, em pouquíssimo tempo, agora estão felizes porque podem comprar uma televisão a mais e alguns danones por mes. Faz de conta que estamos vencendo a guerra contra a má qualidade da educação e saúde oferecida a eles....faz de conta que a violência diminuiu, faz de conta que todos estão bem, saudáveis, em pleno emprego, na formalidade. Se isto não é um faz de conta, porque existe uma sensação no ar de ausência de orgulho nacional por tantas conquistas? Porque não temos, como nação, uma boa percepção de nós mesmos? Afinal, se toda gente de bem se esforça tanto para dar sua contribuição, trabalhando sério e muito, pagando seus impostos em dia, porque a recompensa e a gratificação proporcionada pelo orgulho por tais conquistas coletivas não acontece dentro de nós?
Creio que enquanto Tarso Genro provoca os militares levando a esquerda a orgasmos de satisfação, e ao mesmo tempo, o vaidoso Jobim é usado para andar fantasiado de roupa militar, para fazer o contraponto, e a mídia se perde em meio a tudo isso, não sabendo o que focar, os estrategistas do PT riem de satisfação, porque nenhum assunto relevante, de interesse da nação é discutido com seriedade, esta seriedade que a nação tanto necessita para caminhar de verdade para um bem estar coletivo, para as conquistas que sempre parecem estar tão próximas mas que nunca chegam.
Sentimos falta e não confiamos nos valores introjetados em todos aqueles que dirigem o país nas três esferas de poder, que seriam: honestidade, desejo genuíno de fazer o bem ao povo ao invés de a si mesmo, respeito aos direitos dos cidadãos, zêlo pelo bem público, interesse verdadeiro na melhoria de vida da população, caráter, hombridade, cumprimento da palavra dada. E a nós, brasileiros, cabe-nos aprender a valorizar o mérito como predicado básico dos candidatos, disciplina para executar tudo o que é necessário, ética e compaixão para poder pensar no futuro daqueles que não têm perspectiva de futuro.
Será que não merecemos um país mais avançado, mais amadurecido e preparado, mais humano?
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