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domingo, 10 de agosto de 2008

Misericórdia para as Santas Casas

Mais uma vez o governo, no caso do estado de São Paulo, acertadamente sai em socorro às finanças das Santas Casas, que prestam atendimento inestimável à população mais carente. A Constituição de 1988, através da criação do SUS garante a todo cidadão o direito à saúde universal, sem prever verbas suficientes para este atendimento. A finada CPMF, agora ressuscitada pela CSS, já aprovada na Câmara, esperando tão somente as eleições municipais passarem para ser submetida ao Senado, com grandes chances de ser aprovada, puniu a população com um imposto em cascata e não acrescentou absolutamente nada à qualidade dos serviços de saúde. Por que será que as Santas Casas estão sempre à míngua? Será tão somente por problemas de gestão? Penso que não, pois pelo atual sistema, em que o Ministério da Saúde chega ao absurdo de estabelecer cotas de atendimento, todos os hospitais filantrópicos, e não somente as Santas Casas, acabam sendo “punidas” por não recusarem pacientes, estourando assim o orçamento previsto pelas cotas, e praticamente nada recebendo pelo atendimento excedente, e como bem citado no editorial “Crédito para Santas Casas” página A3-09.08, pela defasagem dos valores da tabela SUS para com o real custo dos procedimentos, como por exemplo, pagar “10 real” por uma consulta médica. Já é hora do governo federal criar uma política de saúde séria, baseada em competente administração técnica e não política, exercendo fiscalização implacável contra fraudes e em que a maior parte das verbas seja aplicada na atividade fim e não atividade meio

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