Nascer e viver em um país que tenha um potencial muito grande de desenvolvimento econômico, mas que diversos fatores o impede de seguir essa trajetória é realmente cruel. O Brasil está inserido nessa condição: tem um potencial grande de se tornar um país rico e o seu povo com uma alta renda bem diferente do que vivemos atualmente, entretanto, há muito tempo diversos fatores o impedem de ascender no cenário internacional de forma consistente e sistemática.
Três pontos principais devem ser considerados para a eficiência do desenvolvimento da economia brasileira. O primeiro é a definição de onde se quer chegar, ou seja, o grau de desenvolvimento da sociedade. O segundo é o caminho que se deve percorrer para chegar lá. O terceiro são as políticas públicas necessárias que possam levar a justiça social e permitir a continuidade do progresso econômico, com políticas tais como educacionais, ambientais, saúde, etc.
Portanto, o desenvolvimento requer ações governamentais que estejam relacionadas a metas, desafios e objetivos que levem ao aumento do bem-estar de toda a sociedade que deixe o indivíduo satisfeito, mas a sociedade plenamente atendida em seus anseios, sejam do ponto de vista materiais, sociais, econômicos ou de lazer e entretenimento.
Para se obter plenamente o desenvolvimento econômico (que é diferente de crescimento econômico, neste ocorre apenas o crescimento da economia com o compartilhamento dos benefícios para poucos, no desenvolvimento econômico os benefícios do crescimento da economia é compartilhado com todos) é necessário o envolvimento de toda a sociedade e que consiga contagiar todos os segmentos da sociedade. Historicamente, no Brasil houve alguns movimentos que direcionaram ao progresso econômico, mas que eram restritos apenas a uma área específica, como por exemplo, o movimento “o petróleo é nosso” no início da década de 1950 que resultou na criação da Petrobrás, ou movimento como “as diretas já”. Mas nunca houve no Brasil um movimento sistemático que envolvesse um esforço forte de toda a sociedade liderado pelo governo que levasse o desenvolvimento econômico, um movimento nacionalista que levasse a essa direção.
Apesar de muita gente apregoar que o Estado é nocivo a economia e que, portanto, não deve se meter no funcionamento da economia, isto é um ledo engano. Em muitas situações a presença do Estado é essencial para tirar a economia de uma crise ou evitar uma. O mesmo se aplica ao desenvolvimento da economia. O Estado é essencial para pavimentar o caminho do progresso e ajudar a colocar a economia nos trilhos quando esta está cambaleando. Não existe o tal de ajuste automático da economia em que nas crises no setor privado é suficiente para ajustar a economia sem a necessidade da intervenção do setor público. Isso é notório em todos os países do mundo, seja no Brasil ou em outro país, veja o que ocorreu recentemente nos Estados Unidos com a crise das hipotecas imobiliárias que o governo teve que intervir com centenas de bilhões de dólares para evitar uma crise de maiores proporções.
O crescimento econômico e a industrialização nem de longe são os mais importantes para o desenvolvimento, mas são fundamentais. Para que levem a melhoria da população é necessária a implementação de políticas muito bem conscientes e planejadas. No caso específico de políticas macroeconômicas, devem ser levados em conta três tipos de políticas: política cambial, política monetária e política fiscal.
A política fiscal e a política monetária devem ser implementadas de tal forma que levem à melhora do bem da coletividade do país. Para isso, a taxa de câmbio deve favorável às exportações consubstanciadas com políticas direcionadas à exportação de bens manufaturados. Além de taxação alta dos investimentos especulativos e favorecimento de investimentos na área produtivas em indústria, serviços ou agropecuária (os chamados investimentos diretos).
A política monetária de combate à inflação tem sido eficaz, entretanto, deve ser revista porque se mantendo a atual (que é com aplicação da taxa de juros) produz pelo menos quatro malefícios para a economia: atrai capital especulativo, aumenta muito o custo das reservas do Banco Central, desestimula os investimentos produtivos e sobrecarrega fortemente as finanças públicas pelo aumento dos juros que o governo paga sobre a sua dívida.
Para o combate à inflação (que de vez em quando está querendo aparecer em nossa economia), não se deve apoiar apenas num instrumento (a taxa de juros) e nem em um único órgão do governo (o Banco Central). Porque conforme visto acima, os juros são extremamente danosos para a economia. Seria interessante que todos os ministérios estivessem diretamente envolvidos nesse combate, principalmente aqueles mais direcionados para a atividade econômica, mas envolvimento deveria ter a coordenação do Banco Central.
A política fiscal deve ser tal que incentive através de redução de impostos e outras vantagens as vendas de máquinas e equipamentos e o incentivo e investimentos em infra-estrutura pública como estradas, pontes, saneamento básico, etc. que além de servir a população do ponto de vista de bem-estar geram emprego e renda para as pessoas que consomem quase todo o seu ganho no curto prazo, geralmente no próprio mês, o que impulsionaria a economia ainda mais.
O Estado deve participar da economia, levando o bem estar e a justiça social para as pessoas que mais precisam inserindo-as no mercado consumidor, dando a essas pessoas condições para fazer parte da sociedade do ponto de vista econômico. Deve também incentivar os investimentos da iniciativa privada em áreas alta tecnologia onde a produtividade seja alta o que garantirá uma alta renda para os seus trabalhadores. Deve investir pesadamente em educação profissionalizante, seja de nível médio ou de nível superior, aumentando a produtividade média dos trabalhadores brasileiros e o favorecimento de aparecimento e o desenvolvimento de novas tecnologias.
O Estado Brasileiro deve sim, direcionar a nossa economia para uma economia desenvolvida e que todos os cidadãos participem do usufruto do nosso progresso. O Estado é indispensável para liderar um movimento que deve envolver toda a sociedade brasileira que nos leve para um país desenvolvido e que sejamos respeitados em qualquer lugar do mundo. Onde não sejamos mais obrigados a ver cenas das mais degradantes como pessoas passando fome, sem escola ou sem emprego nas mais diferentes regiões do país ou vendo pessoas sendo deportadas de outros países somente porque somos um país pobre e somos obrigados a viver como clandestinos sujeitos as maiores humilhações. Se fossemos ricos não precisaríamos viver como clandestinos, mas se viajássemos para esses países seriamos tratados de forma bem diferente do que somos tratados atualmente somente porque ainda somos um país pobre. Nosso país não merece ver nenhum desses tipos de cenas com um de seus filhos ou filhas.
Francisco Januário de Castro - Economista - http://www.franciscocastro.com.br/
Três pontos principais devem ser considerados para a eficiência do desenvolvimento da economia brasileira. O primeiro é a definição de onde se quer chegar, ou seja, o grau de desenvolvimento da sociedade. O segundo é o caminho que se deve percorrer para chegar lá. O terceiro são as políticas públicas necessárias que possam levar a justiça social e permitir a continuidade do progresso econômico, com políticas tais como educacionais, ambientais, saúde, etc.
Portanto, o desenvolvimento requer ações governamentais que estejam relacionadas a metas, desafios e objetivos que levem ao aumento do bem-estar de toda a sociedade que deixe o indivíduo satisfeito, mas a sociedade plenamente atendida em seus anseios, sejam do ponto de vista materiais, sociais, econômicos ou de lazer e entretenimento.
Para se obter plenamente o desenvolvimento econômico (que é diferente de crescimento econômico, neste ocorre apenas o crescimento da economia com o compartilhamento dos benefícios para poucos, no desenvolvimento econômico os benefícios do crescimento da economia é compartilhado com todos) é necessário o envolvimento de toda a sociedade e que consiga contagiar todos os segmentos da sociedade. Historicamente, no Brasil houve alguns movimentos que direcionaram ao progresso econômico, mas que eram restritos apenas a uma área específica, como por exemplo, o movimento “o petróleo é nosso” no início da década de 1950 que resultou na criação da Petrobrás, ou movimento como “as diretas já”. Mas nunca houve no Brasil um movimento sistemático que envolvesse um esforço forte de toda a sociedade liderado pelo governo que levasse o desenvolvimento econômico, um movimento nacionalista que levasse a essa direção.
Apesar de muita gente apregoar que o Estado é nocivo a economia e que, portanto, não deve se meter no funcionamento da economia, isto é um ledo engano. Em muitas situações a presença do Estado é essencial para tirar a economia de uma crise ou evitar uma. O mesmo se aplica ao desenvolvimento da economia. O Estado é essencial para pavimentar o caminho do progresso e ajudar a colocar a economia nos trilhos quando esta está cambaleando. Não existe o tal de ajuste automático da economia em que nas crises no setor privado é suficiente para ajustar a economia sem a necessidade da intervenção do setor público. Isso é notório em todos os países do mundo, seja no Brasil ou em outro país, veja o que ocorreu recentemente nos Estados Unidos com a crise das hipotecas imobiliárias que o governo teve que intervir com centenas de bilhões de dólares para evitar uma crise de maiores proporções.
O crescimento econômico e a industrialização nem de longe são os mais importantes para o desenvolvimento, mas são fundamentais. Para que levem a melhoria da população é necessária a implementação de políticas muito bem conscientes e planejadas. No caso específico de políticas macroeconômicas, devem ser levados em conta três tipos de políticas: política cambial, política monetária e política fiscal.
A política fiscal e a política monetária devem ser implementadas de tal forma que levem à melhora do bem da coletividade do país. Para isso, a taxa de câmbio deve favorável às exportações consubstanciadas com políticas direcionadas à exportação de bens manufaturados. Além de taxação alta dos investimentos especulativos e favorecimento de investimentos na área produtivas em indústria, serviços ou agropecuária (os chamados investimentos diretos).
A política monetária de combate à inflação tem sido eficaz, entretanto, deve ser revista porque se mantendo a atual (que é com aplicação da taxa de juros) produz pelo menos quatro malefícios para a economia: atrai capital especulativo, aumenta muito o custo das reservas do Banco Central, desestimula os investimentos produtivos e sobrecarrega fortemente as finanças públicas pelo aumento dos juros que o governo paga sobre a sua dívida.
Para o combate à inflação (que de vez em quando está querendo aparecer em nossa economia), não se deve apoiar apenas num instrumento (a taxa de juros) e nem em um único órgão do governo (o Banco Central). Porque conforme visto acima, os juros são extremamente danosos para a economia. Seria interessante que todos os ministérios estivessem diretamente envolvidos nesse combate, principalmente aqueles mais direcionados para a atividade econômica, mas envolvimento deveria ter a coordenação do Banco Central.
A política fiscal deve ser tal que incentive através de redução de impostos e outras vantagens as vendas de máquinas e equipamentos e o incentivo e investimentos em infra-estrutura pública como estradas, pontes, saneamento básico, etc. que além de servir a população do ponto de vista de bem-estar geram emprego e renda para as pessoas que consomem quase todo o seu ganho no curto prazo, geralmente no próprio mês, o que impulsionaria a economia ainda mais.
O Estado deve participar da economia, levando o bem estar e a justiça social para as pessoas que mais precisam inserindo-as no mercado consumidor, dando a essas pessoas condições para fazer parte da sociedade do ponto de vista econômico. Deve também incentivar os investimentos da iniciativa privada em áreas alta tecnologia onde a produtividade seja alta o que garantirá uma alta renda para os seus trabalhadores. Deve investir pesadamente em educação profissionalizante, seja de nível médio ou de nível superior, aumentando a produtividade média dos trabalhadores brasileiros e o favorecimento de aparecimento e o desenvolvimento de novas tecnologias.
O Estado Brasileiro deve sim, direcionar a nossa economia para uma economia desenvolvida e que todos os cidadãos participem do usufruto do nosso progresso. O Estado é indispensável para liderar um movimento que deve envolver toda a sociedade brasileira que nos leve para um país desenvolvido e que sejamos respeitados em qualquer lugar do mundo. Onde não sejamos mais obrigados a ver cenas das mais degradantes como pessoas passando fome, sem escola ou sem emprego nas mais diferentes regiões do país ou vendo pessoas sendo deportadas de outros países somente porque somos um país pobre e somos obrigados a viver como clandestinos sujeitos as maiores humilhações. Se fossemos ricos não precisaríamos viver como clandestinos, mas se viajássemos para esses países seriamos tratados de forma bem diferente do que somos tratados atualmente somente porque ainda somos um país pobre. Nosso país não merece ver nenhum desses tipos de cenas com um de seus filhos ou filhas.
Francisco Januário de Castro - Economista - http://www.franciscocastro.com.br/
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