domingo, 27 de julho de 2008
A Universidade e o MST
às
16:40
A coordenadora do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), Clarice Aparecida dos Santos respondeu às críticas feitas ao acesso e formação dos estudantes das universidades destinadas a alunos provenientes do Movimento sem Terra, com uma pergunta: um filho de rico que sai da zona rural e estuda numa escola pública, volta para a zona rural? O debate vai muito além dessa questão. É preciso que se diga à coordenadora que se um assentado tiver condições de, prestar o vestibular comum a todos os brasileiros e, aprovado, estará apto a cursar uma escola pública. Os instrumentos das Universidades destinadas aos assentados não soam transparentes e violam o princípio da igualdade, criando privilégios, na medida em que só pode estudar na faculdade alunos originários de zonas rurais, indicados pela comunidade e com atestado do Incra, com direito a alojamento e ajuda de custo de R$300,00 e através de um vestibular meia boca. Se bem olhado, aí está o preconceito da entidade que parece não enxergar que atitudes de se fazer escolas para “determinados grupos” estimula as injustiças, favorece o preconceito e incentiva a divisão. Com relação aos cursos de Direito os assentados terão uma OAB especial para prestarem o Exame da Ordem?
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