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quinta-feira, 31 de julho de 2008

O gargalo da educação em SP

Até que enfim o jornal Estadão deu espaço a um professor que por estar em sala de aula, fala e conhece como ninguém a dura realidade da escola. Tem toda razão o professor Luis Fernando de Lima Junior, em seu artigo “O gargalo da educação em São Paulo”, (Estadão pág.A-2, 31/07), quando aborda a questão da indisciplina nas escolas, pois aluno desmotivado é aluno indisciplinado e não precisa ser nenhum PHD para saber isso. Quando faz referência à valorização do professor, ele mostra claramente as conseqüências do ensino. Professor desmotivado, aluno prejudicado. Como atrair bons profissionais na área da educação, oferecendo pouco mais de um salário-mínimo? Os abnegados mestres passaram mais de 12 anos sem aumento salarial. Será que a sociedade sabe o valor da hora-aula de um professor de escola pública? E o vale-alimentação do professor que é cerca de R$4,00, enquanto na iniciativa privada está por volta de R$20,00? Algumas empresas têm adotado escolas públicas oferecendo assessoria pedagógica, mobiliários e patrocinando reformas. Essas escolas são disputadas pelos professores porque além de boa estrutura, as classes funcionam com cerca de 35 alunos e o resultado aparece. Um exemplo disso é a Escola Estadual Luiz Arrobas Martins, na zona Sul, cujo parceiro é o grupo Jereissati. A escola é exemplo de eficiência e gestão graças à iniciativa da empresa parceira. Parece ser esse o caminho para uma educação de qualidade porque esperar de nossos governantes alguma solução não passa de mero discurso demagógico.
Izabel Avallone

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